Felipe Rau/Estadão<br>
Felipe Rau/Estadão<br>

Ademir da Guia marca o primeiro gol da nova casa palmeirense

Em jogo festivo para a despedida do 'Divino', eterno camisa 10 alviverde marca de pênalti em Marcos e faz a festa da torcida

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

25 Outubro 2014 | 12h42

Coube ao maior ídolo da história do Palmeiras ser o protagonista do primeiro jogo no estádio do time em quatro anos. Ademir da Guia, aos 72 anos, se despediu oficialmente do futebol neste sábado, na primeira partida festiva no Allianz Parque antes da liberação oficial para a inauguração, prevista para o dia 8 de novembro, contra o Atlético-MG, pelo Brasileirão. E foi dele, de pênalti, o primeiro gol do jogo, que terminou empatado em 3 a 3. 

Ademir precisou de duas cobranças para poder marcar. Na primeira chutou na trave. Minutos depois, o time pelo qual jogava teve um pênalti contra. Cafu cedeu a camisa verde para o Divino deslocar o pentacampeão Marcos e abrir o placar.

O jogo foi o reencontro de ex-jogadores do clube e levou os 10 mil convidados presentes a reviverem o ambiente de uma partida de futebol. Para muitos presentes, a manhã de sábado foi o primeiro contato com a nova casa do Palmeiras. “Comecei a frequentar o Palestra Itália nos anos 1950, quando ainda tinha alambrado. Tudo para mim aqui na arena é uma experiência nova e emocionante”, disse o professor Silvio Sampaio.

Meia hora antes do início do jogo, foi uma realizada uma cerimônia de abertura, com discursos de representantes da WTorre, construtora responsável pela reforma do estádio, e também do presidente Paulo Nobre. "Homenagear Ademir da Guia é a melhor forma de inaugurar o gramado de um dos mais modernos estádios da América Latina", disse o presidente da construtora, Walter Torre.

O pontapé inicial foi dado por Ademir da Guia, que formou a dupla de ataque do time branco do Palmeiras com Evair e foi a equipe deles a primeira a levar perigo. Se não fosse o pentacampeão Marcos, o time de verde teria saído na frente – e sem direito a gol marcado pelo anfitrião.

Em campo a torcida viu um desfile de ídolos de várias gerações, a começar pelo banco de reservas, onde estavam os "atletas técnicos" Dudu e Leivinha. Participaram ainda nomes como Edu Bala, Eurico, Jorginho Putinatti, Cléber, Denilson e Amaral.

Os portões foram abertos às 9h40, porém, mais cedo, o movimento no entorno já era grande. Os torcedores puderam relembrar em vários detalhes como era ir a um jogo no estádio do Palmeiras. Nas ruas, ambulantes vendiam bandeiras do time e mesmo faixas para insultar o rival Corinthians. Apesar da presença no evento ser restrita a convidados, cambistas vendiam entradas a R$ 100 na porta da Allianz Parque.

Dentro do estádio, o clima era de deslumbramento. Os torcedores fizeram questão de tirar fotos e fazer vídeos do estádio, que tem capacidade para 43 mil pessoas. "Estive recentemente visitando o Santiago Bernabéu, em Madri, e lembra bastante a Allianz Parque, que é muito moderna", comentou o professor de educação física Pedro Valverde.

O jogo de Ademir da Guia foi o terceiro evento-teste e o que teve maior público. Em setembro o local recebeu 3 mil pessoas para a exibição de um documentário sobre a conquista do Campeonato Paulista de 1993 e na última semana, mil convidados estiveram presentes para o ensaio da escola de samba Mancha Verde, que terá como enredo no carnaval de 2015 o centenário do clube.

A arena está com 97% das obras concluídas, segundo a construtora. A etapa atual é de finalização de acabamentos e ajustes finais. A iluminação, por exemplo, começou a ser testada nas últimas semanas, com o alinhamento dos feixes de luz dos projetores do estádio. 

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