Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Adereços ajudam Polícia Militar a identificar baderneiros

Federação não pune mais as torcidas organizadas proibindo seus associados de entrarem nos estádios com camisas, bandeiras e instrumentos

Raphael Ramos, O Estado de S.Paulo

25 de fevereiro de 2014 | 05h01

SÃO PAULO - Desde agosto do ano passado a Federação Paulista de Futebol não pune mais as torcidas organizadas proibindo seus associados de entrarem nos estádios com camisas, bandeiras e adereços das facções. A mudança de estratégia foi adotada após um pedido da Polícia Militar.

“Para a PM, fica mais fácil identificar os torcedores que estiverem com as camisas das organizadas. Mesmo com a organizada proibida de frequentar os estádios, muitos torcedores continuavam indo aos jogos e o controle era complicado”, explica o coronel Marcos Marinho, chefe do departamento de segurança da FPF.

A proibição do uso de roupas e instrumentos para organizadas cujos integrantes participem de atos violentos continua valendo apenas para os clubes do interior. “Lá a realidade é bem diferente se comparada com os times da capital e o Santos”, justifica Marinho.

Na segunda-feira, o Palmeiras anunciou que a partir do jogo contra o São Bernardo, quinta-feira, no Pacaembu, o setor de arquibancada amarela do estádio será exclusivo para torcedores cadastrados como membros de torcidas organizadas na federação. A medida faz parte de uma série de itens de um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) proposto pelo Ministério Público e assinado pelo clube no ano passado.

A própria federação, no entanto, reconhece que a medida é pouco eficaz. No Pacaembu, não há barreiras entre as arquibancadas amarela e verde e o acesso entre os dois setores é livre. Assim, um torcedor que entrar pelas catracas do portão principal ou do portão 4 (arquibancada verde) pode se juntar às organizadas.

“Nos estádios mais antigos, como o Pacaembu, é impossível fazer essa distinção. Acredito que isso começará para valer mesmo com a inauguração das novas arenas, onde os setores terão divisórias”, disse Marinho.

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