Rubens Chiri/São Paulo FC
Rubens Chiri/São Paulo FC

Adeus, Militão! São Paulo acerta venda do defensor para o Porto

Clube ainda poderá utilizar o atleta nas próximas quatro partidas e fica com 10% sobre venda futura

O Estado de S. Paulo

24 de julho de 2018 | 20h03

O São Paulo acertou na noite desta terça-feira a venda do lateral Éder Militão para o Porto, por 4 milhões de euros (cerca de R$ 17,7 milhões) mais 10% de uma futura venda. Além disso, o jogador ainda poderá ser utilizado em mais quatro jogos pelo técnico Diego Aguirre: Grêmio, nesta quinta-feira, além de Cruzeiro, Colón-ARG (segunda fase da Copa Sul-Americana) e Vasco, no dia 5 de agosto, quando fará sua despedida.

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Titular do time, Militão tem contrato válido até janeiro de 2019, mas não aceitou renová-lo. Desde 11 de julho, ele já estava livre para assinar um pré-contrato com qualquer equipe. Se o São Paulo não o liberasse agora para segurá-lo até o término do acordo, perderia o atleta de 20 anos de graça.

Na semana passado, o pai do atleta já havia dado uma declaração ao jornal português A Bola na qual dizia que o clássico contra o Corinthians, disputado no útimo sábado, no Morumbi, seria o último jogo do filho pelo clube, dada a iminência do acerto com o clube português. O time europeu já havia feito uma oferta inicial pelo mesmo valor, mas que não contemplava a porcentagem sobre a futura transação.

Revelado em Cotia, palco das categorias de base do São Paulo, Militão foi promovido ao elenco profissional por Rogério Ceni durante a passagem do ex-goleiro como treinador da equipe, no ano passado. Versátil, o zagueiro chegou a ser escalado como volante e, depois, assumiu a vaga na lateral-direita quando Dorival Júnior era o técnico.

Curiosamente, o próprio Ceni já havia cantado a bola quando afirmou que o atleta não duraria muito tempo no clube: "Vai ter um futuro brilhante, mas acho que não vai demorar muito aqui", afirmou o hoje treinador do Fortaleza, em junho de 2017.

Desde o ano passado, o São Paulo tentou renovar o acordo com Militão. O clube chegou a oferecer uma valorização salarial, para aumentar a multa rescisória e ampliar o vínculo. Mas o atleta e seu estafe sempre recusaram as propostas.

Para substituir o jogador quando ele for embora, o técnico Diego Aguirre terá à disposição Bruno Peres, que acaba de ser contratado da Roma-ITA e ainda não reúne condições físicas para jogar, e Régis, que teve o contrato reativado após ser afastado por problemas pessoais.

 

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