Adiado depoimento de Teixeira na CPI

O segundo depoimento do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, na CPI do Futebol, previsto para quarta-feira, foi suspenso porque ele alegou estar com problemas de saúde. Um atestado médico enviado por Teixeira foi apresentado à CPI na noite desta segunda-feira. No documento, o médico Roberto Figueira afirma que Teixeira não tem condições de comparecer à sessão da comissão, porque sofre de "hipertensão arterial, diabete melitos tipo II, hipercolesterolemia severa, histórico familiar de arterioesclerose sistêmica e tensão com alteração de eletrocardiograma". Segundo o atestado, o presidente da CBF precisa de "controle médico permanente, com remédios específicos" e se encontra "sob recomendação taxativa de abster-se de atitudes que possam comprometer seu estado de saúde, tais como aborrecimentos, tensões e emoções fortes, que, sem dúvida nenhuma, do ponto de vista médico, levariam à temida reestenose de artéria coronária." Outro que tenta alterações no depoimento à CPI é o presidente do Flamengo, Edmundo Santos Silva. O advogado José Carlos Faria Peixoto Guimarães encaminhou nesta segunda-feira ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedido para que seja garantido o seu direito de intervir durante o depoimento de seu cliente, nesta terça-feira, na CPI do Futebol. Guimarães afirma que, ao proibir as intervenções, a CPI desrespeita as prerrogativas e os direitos dos advogados garantidos por lei. O pedido deverá ser despachado nesta terça-feira pelo ministro do STF, Celso de Mello.

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