Adiamento da Série B agrada paulistas

A decisão de adiar o início do Campeonato Brasileiro da Série B de 5 para 18 de abril agradou aos dirigentes de clubes paulistas, que ganharam mais alguns dias para buscarem reforços e patrocinadores para a disputa da competição. Sem dinheiro em caixa, a Futebol Brasil Associados (FBA), entidade que administra a Série B, disse que não há possibilidade do campeonato começar sem antes conseguir uma verba de R$ 30 milhões. A Rede Globo, que tem a preferência pela compra dos direitos de televisão, ofereceu R$ 10 milhões. O SBT não paga mais que R$ 9,6 milhões.O presidente do Marília, José Roberto Duarte Mayo, acha que a decisão acabou favorecendo todos os clubes, que terão mais tempo para se organizar. "A decisão foi boa para todo mundo. Não tínhamos tempo hábil para nos estruturarmos e agora poderemos pensar melhor. Vamos atrás de jogadores para montar um time competitivo e que lute pelo acesso", garantiu o dirigente, que conquistou o direito de disputar a Série B graças ao vice-campeonato da Terceira Divisão em 2002.Uma opção para a falta de dinheiro foi proposta pelo União São João, de Araras. Segundo o presidente José Mário Pavan, a redução da competição para um turno único, e não dois turnos, poderia ser a salvação. "Fizemos essa proposta para a CBF e vamos ver o que vai dar. Seria uma alternativa para acabar com esse impasse", disse Pavan, que em 2002 havia proposto uma competição regionalizada para evitar prejuízos. Além dos rebaixados, Palmeiras e Portuguesa, disputam a Série B o União São João, Paulista de Jundiaí, Mogi Mirim e Marília.Resistência - Mas a opção não é bem vista pelos dirigentes de outros clubes do Brasil. Como é o caso do presidente do Vila Nova-GO, Paulo Miguel Diniz. Ele espera que a CBF mantenha a palavra e confirme a competição em pontos corridos com turno e returno. "Não vamos aceitar nenhum tipo de mudança no regulamento. E se não tivermos R$ 30 milhões para a disputa da Série B, o Vila Nova não vai disputar o campeonato, pois só com despesas os 24 clubes gastarão R$ 19 milhões", garantiu Diniz.

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