Adílson Alves reaparece para apoiar Pires no Corinthians

Aliados se destacam na corrida pela presidência do clube por não ter tido qualquer ligação com Dualib

Cosme Rímoli, Jornal da Tarde

02 de outubro de 2007 | 21h48

Em meio às negociação para a eleição à presidência do Corinthians, marcada para a próxima terça, dia 9, reapareceu um velho nome para apoiar Waldemar Pires: Adílson Monteiro Alves. Os dois conversaram muito sobre a possibilidade do retorno da velha Democracia Corintiana ao Parque São Jorge. O movimento dominou o clube no início da década de 80. Os aliados dos dois garantem que há chance de vitória porque tanto Waldemar como Adilson não tiveram ligação com o ex-presidente Alberto Dualib. Todos os outros candidatos, Andrés Sanchez, Paulo Garcia e Osmar Stábile já trabalharam por Dualib. Andrés confirmou sua candidatura na noite de segunda-feira, depois de receber o apoio de mais de 100 conselheiros - 397 têm direito a voto. E a unanimidade que não surgiu em nome de um presidente de consenso para cumprir o resto do mandato de Dualib, até janeiro de 2009, entra em cena quando os candidatos informam sua posição em relação ao técnico Nelsinho Baptista. O discurso é o mesmo: se o time estiver perdendo, na zona de rebaixamento, Nelsinho será trocado. Ninguém quer se arriscar ser o presidente do clube se a equipe for rebaixada. Com a desistência de Antoine Gebran da briga, os candidatos buscam seu apoio. O atual vice-presidente de Futebol só não fará aliança com Andrés Sanchez, que não concorda com de Gebran. As conversas estão à toda. Rubens Approbato Machado e Roque Citadini, Romeu Tuma Júnior e o presidente interino Clodomil Orsi estão tentando de todas as maneiras amarrar uma candidatura única contra Andrés Sanches. A alegação dos que buscam a união é a de que o discurso dele é muito radical e que ele pretende dirigir o clube sozinho. Investigações A administração Alberto Dualib (1993-2007) deixou o Corinthians "inundado" de notas fiscais frias, como havia previsto o promotor José Reinaldo Carneiro, do Ministério Público, que investiga desvios de dinheiro no clube. Na semana passada, foi descoberto que o clube pagou R$ 971 mil por serviços nunca prestados às empresas de consultoria NBL e Goodwill. Outro inquérito policial mostra que o clube também pagou por pequenos serviços que ou nunca foram realizados, ou não foram justificados. Por exemplo: R$ 11 mil com uma transportadora (a nota fiscal não especifica o serviço prestado), R$ 22 mil para uma empresa por "gravações em vídeo", R$ 5,5 mil pela "troca de calhas e rufos" numa casa que não pertence ao clube. Também chamam a atenção duas notas fiscais (uma no valor de R$ 3.628,26 e outra de R$ 4 mil), emitidas no mesmo dia, 2 de agosto de 2004. Todos os gastos foram autorizados por Dualib, Nesi Curi (ex-vice-presidente), Carlos Roberto de Mello (ex-vice de finanças) e Marcos Roberto Fernandes (ex-controler do clube).

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