Adriano é punido com apenas dois jogos de suspensão

Atacante do São Paulo já pode atuar com a camisa tricolor contra o Noroeste, neste domingo

Alfredo Luiz Filho, Jornal da Tarde

18 de fevereiro de 2008 | 19h36

Adriano ficará apenas mais uma partida de fora do time do São Paulo no Paulistão - será quinta-feira, contra o Paulista, no Morumbi. Na noite desta segunda-feira, em julgamento no Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) da Federação Paulista de Futebol, o atacante pegou dois jogos de suspensão pela agressão com uma cabeçada no zagueiro Domingos, no clássico contra o Santos, no último dia 10 de fevereiro - ele já cumpriu um.       Adriano não compareceu ao julgamento desta segunda-feira no TJD. O resultado, no entanto, foi um alívio para o atacante são-paulino, que completou 26 anos no domingo - havia o risco de que ele pegasse uma pena muito maior, que podia chegar a 540 dias de suspensão. O atacante foi denunciado no artigo 253 (praticar agressão física), que prevê como pena uma suspensão de 120 a 540 dias. Mas o advogado de defesa do São Paulo, Roberto Armelin, conseguiu descaracterizar a denúncia para o artigo 255 (praticar ato de hostilidade). Nesse caso, o castigo é bem mais brando: suspensão de um a três jogos.       Assim, Adriano pegou só duas partidas de suspensão - uma já foi cumprido diante do Marília, no último domingo. Dos votos dos membros da 2.ª Comissão Disciplinar do TJD, três foram para duas partidas de pena, um para três e um para apenas uma partida afastado.       A defesa são-paulina recorreu à cabeçada do francês Zidane dada no italiano Materazzi na final da Copa do Mundo de 2006, na Alemanha. Colocou aquela imagem ao lado da que mostrava Adriano e Domingos, parar provar que o atacante do São Paulo não deu uma cabeçada no zagueiro do Santos. Além disso, anexaram uma cópia de uma matéria na qual Domingos dizia não concordar com uma suspensão pesada para Adriano.       Outro argumento usado pela defesa do São Paulo foi que, na súmula do jogo, o árbitro Antônio do Prado disse que foi avisado da agressão, via rádio, pelo auxiliar 1. "O auxiliar número 1 fica do outro lado do campo. Nem o árbitro e nem o auxiliar número 2, que estavam próximos, viram a suposta cabeçada. O juiz foi avisado pelo auxiliar que estava a pelo menos 60 metros do lance", argumentou o advogado Roberto Armelin, que também citou o fato de o árbitro ter qualificado o episódio, na súmula, apenas como jogada violenta. Desde o momento em que Adriano foi denunciado no TJD, o São Paulo sempre se mostrou muito tranqüilo em relação ao desfecho do caso. Ninguém do clube acreditava que o jogador seria severamente punido.       "É óbvio que não houve agressão", afirmou o superintendente de futebol, Marco Aurélio Cunha, antes do julgamento desta segunda-feira. "Não sei como vão julgar, mas se for por interpretação ele não vai ser condenado. A imagem mostra que não houve uma agressão, e sim um empurra-empurra", palpitou o técnico Muricy Ramalho.       "Se eles punirem o Adriano será para chamar a atenção. Se pegarem pesado com ele, estarão sendo muito injustos. O Adriano foi expulso uma única vez em toda sua carreira. Deus quem vai tomar a decisão, não é o homem", disse a mãe do jogador, Dona Rosilda, também antes do julgamento desta segunda-feira.

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