Adriano impressiona em treinos e deve estrear logo

'O Adriano não é só força. É um jogador que sabe o que faz', elogia o técnico Muricy Ramalho

Alfredo Luiz Filho, Jornal da Tarde

11 de janeiro de 2008 | 19h48

Quem segura Adriano? A cada dia, o jogador chama mais atenção no São Paulo. É a grande atração dos treinos e deverá ser assim no Campeonato Paulista e na Copa Libertadores da América. Não só pelo status e fama que ganhou na Europa e na seleção brasileira, mas principalmente por seu futebol. E esta sexta-feira foi dia de ele dar uma mostra do que é capaz. Veja também: Muricy Ramalho não teme perder jogadores no São Paulo Durante cerca de uma hora de treino de finalizações, o atacante mostrou estar com boa pontaria, apesar de não jogar desde 20 de outubro, quando a Inter venceu a Reggina por 1 a 0 - com gol dele -, pelo Campeonato Italiano. Pelo contrário. Deu dor de cabeça tanto a Rogério Ceni, como a Bosco e a Fabiano, em chutes de canhota ou em cabeçadas precisas. "O Adriano não é só força. É um jogador que sabe o que faz. Não chegou à seleção e a um clube grande da Europa de graça", disse Muricy Ramalho. "Ainda precisamos ver o atleta dentro do campo, atuando. Mas se não sentir dor nenhuma e continuar assim, vai jogar na estréia (quinta-feira, contra o Guaratinguetá, no interior). Ele fica aqui por só seis meses, e tenho de aproveitar." Adriano só ficará de fora se a diretoria fizer alguma promoção para que a estréia dele fique para o dia 20, contra o Rio Preto, no Morumbi. "Fisicamente, ele está superbem. Está treinando aqui há 40 dias e comigo não tem esse negócio de que precisa estrear no Morumbi", disse Muricy. "Se o marketing fizer uma promoção, tudo bem, é coisa deles. Mas quem escala sou eu." Muita força Não foram só os goleiros que receberam o "cartão de visita" de Adriano. Outros jogadores do elenco já perceberam que o tamanho (1,90 metro e 97 quilos) e a força do atacante realmente são de impressionar. Em um treino de dois toques, por exemplo, Adriano dominou a bola no peito e nenhum dos dois marcadores conseguiu desarmá-lo. Outros dois chegaram e também não foram felizes. O camisa 10 deu um toque de lado e escapou. "Pensei que eu fosse grande, mas o homem... Nossa Senhora, o homem é grande", brincou Aloísio. "Ele passou por cima de alguns jogadores nossos que não costumam ser batidos, não. Realmente, além de muito grande, a impulsão dele é enorme. Dentro da área, é difícil marcá-lo", emendou Muricy. A presença de Adriano no São Paulo contagiou o restante do elenco. Todos se mostram dispostos a ajudá-lo a dar a volta por cima, para voltar a ser o craque da Inter de Milão e o goleador da seleção brasileira. "As pessoas têm de olhar menos para a vida pessoal dele. Vamos lembrar o que ele fez pela seleção", pediu Aloísio. "O Adriano é um excelente jogador e tenho certeza de que ainda será o melhor do mundo, assim como o Kaká. O Imperador vai voltar ainda mais forte", disse. "A gente sabe o que ele passou depois que perdeu o pai. Acho que esse foi o ponto inicial para a queda dele. Mas o Adriano ainda representa muito para o futebol. Isso faz com que a gente queira ajudar", afirmou Jorge Wagner.

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