Adriano lamenta as chances perdidas

Adriano vive de comemorar gols - são eles que fazem sua fama. Desta vez, porém, só teve a lamentar os lances perdidos. No primeiro tempo, foram pelo menos três, sem contar aquele de cabeça, adequadamente anulado, na fase final, quando o México já estava em vantagem. De todas as ocasiões que lhe apareceram para confirmar sua habilidade de artilheiro, a que mais o entristeceu ter desperdiçado foi aos 38 minutos do primeiro tempo, quando ficou de frente para o goleiro e chutou cruzado, para fora. "Recebi em velocidade, bati com confiança, mas não deu certo", lamentou, ao recordar o lançamento de Ronaldinho Gaúcho. E ainda arrematou uma constatação. "Futebol é mesmo muito estranho, pois perdemos quando parecia que iríamos ganhar com facilidade." Estranha, também, foi a marcação do pênalti - só que na avaliação de Roque Júnior, capitão da seleção e que recebeu cartão amarelo na jogada. "Foi um empurra-empurra daqueles que sempre acontecem na área, uma jogada rápida", justificou. "O árbitro interpretou como falta. Fazer o quê?" Em sua opinião, o que deveria ter acontecido, e logo, era o gol brasileiro. "Sabíamos que quem fizesse primeiro iria vencer, porque o jogo estava muito equilibrado", contou. "Tivemos chances e não aproveitamos. Se tivéssemos marcado, eles teriam de abrir-se, de expor-se." O discurso não variou muito, nem com jogadores experientes. Emerson detectou como erro fatal o vacilo em bola parada, além de considerar injusto perder para um time que deu "dois chutes" a gol, contra muitos do Brasil. "Sabíamos que a bola parada era uma arma deles e mesmo assim caímos nela", reconheceu. "Tivemos a partida nas nossas mãos. Poderíamos ter ido para o intervalo com o resultado garantido." Há, porém, quem veja o sinal amarelo aceso. Ricardo Oliveira é um dos que estão preocupados. O centroavante do Betis entrou no segundo tempo e sentiu como foi implacável a marcação rival. "Tentei abrir, procurei puxar a marcação, mas não havia jeito de achar espaço", admitiu. "Agora, não temos alternativa e nem podemos mais errar." Análise que tem o aval de Juninho Pernambucano, outro que entrou no segundo tempo, com a missão de resolver. "Não fizemos um grande jogo e temos obrigação de mostrar mais contra o Japão", avisou. "Preocupa, mas não desespera."

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