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Daniel Teixeira/AE
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Adriano mostrou quer quer jogo

Atacante atuou durante 90 minutos, prendeu a bola e fez as principais jogadas do time

Bruno Deiro, estadão.com.br

25 de fevereiro de 2012 | 21h45

SÃO PAULO - Desconfiada, a torcida corintiana foi ao Pacaembu para dar mais uma chance a Adriano. E o Imperador, em seu segundo jogo como titular neste ano, correspondeu. Em melhor forma física, não só fez o gol do triunfo sobre o Botafogo (1 a 0) como deu mostras de que em 2012 pode, enfim, ser útil ao time de Tite.

O Corinthians entrou em campo com uma equipe mista, que tinha três objetivos: vencer para disparar na liderança do Campeonato Paulista, recuperar Adriano e embalar na preparação para o segundo jogo pela Libertadores. Pela atuação sem brilho da equipe alvinegra neste sábado, essa última meta não foi alcançada a contento, mas as outras duas foram cumpridas. Na quarta vitória consecutiva sem sofrer gol, mesmo com seis desfalques, o time chegou a 26 pontos e abriu boa folga na liderança do campeonato.

Ao jogar os 90 minutos, Adriano passou confiança ao torcedor alvinegro. Ele prendeu a bola, brigou na marcação e foi responsável pelas principais chances de gol da equipe. Com uma pontaria um pouco melhor, poderia ter marcado três ou quatro vezes ontem. Na comemoração de seu gol, feito logo aos três minutos, o Imperador explodiu com um grito para o alto: as coisas, enfim, parecem estar no caminho certo para ele.

O time corintiano, porém, sentiu a falta de entrosamento causada pela ausência de seis titulares. Se o jogo serviu para recuperar Adriano, deixou o torcedor desconfiado de Alex. Tite optou pelo meia, que era dúvida por causa de uma pancada no joelho esquerdo, e deixou Douglas no banco.

Sem ritmo, porém, Alex foi um dos piores em campo. Pela esquerda, ele e Fábio Santos não se acertaram e o time ficou capenga. Apenas quando Willian caiu por ali a equipe criou algumas jogadas.

Ramirez, autor do cruzamento do gol de Adriano, e Welder, que fez bons lances na linha de fundo, foram alguns dos reservas que se destacaram. Em seu centésimo jogo pelo Corinthians, Paulinho ganhou a braçadeira de capitão e também teve bom desempenho, ao lado do incansável Ralf. Os dois protegeram bem a dupla de defesa, formada por Chicão e Wallace.

HOMEAGEM A SÓCRATES

O Corinthians manteve o tabu de 21 anos sem derrota para o Botafogo. Em homenagem a Sócrates, revelado no clube, o time de Ribeirão Preto usou camisa em estilo clássico, igual à da época em que o Doutor jogava lá, com o seu nome às costas.

O Corinthians jogou o primeiro tempo em ritmo lento. Logo de cara, Ramirez cruzou rasteiro da esquerda, Alex chutou mal e a bola sobrou limpa para Adriano marcar. Acomodada com a vantagem, a equipe de Tite não se empenhou para garantir uma vantagem maior e levou sustos. A melhor chance de ampliar surgiu aos 39, em cruzamento de Paulinho. Adriano teve tudo para marcar de cabeça, mas a bola saiu rente à trave.

No segundo tempo, o Corinthians continuou em marcha lenta e novamente as melhores oportunidades saíram em lances com Adriano, mas a falta de pontaria impediu que ele saísse ainda mais festejado do Pacaembu: os chutes foram em cima do goleiro ou para fora. Mesmo assim, ele deixou o estádio sob aplausos efusivos. E merecidos.

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