Eduardo Nicolau/AE
Eduardo Nicolau/AE

Adriano salva Brasil contra a Argentina: 15 anos do título com gol nos acréscimos

Atacante, então na Inter de Milão, empatou jogo aos 48 minutos do 2º tempo e seleção foi campeã da Copa América de 2004 nos pênaltis

Rodrigo Luiz, especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

30 de junho de 2019 | 13h00

Às vésperas de mais um superclássico entre Brasil e Argentina, este em um jogo oficial - a semifinal da Copa América, disputada em solo nacional -, a seleção tentará relembrar um grande momento vivido na história da competição antes de ir ao Mineirão, que receberá o embate nesta terça-feira, às 21h30 (de Brasília) por vaga na decisão.

Há 15 anos, a seleção brasileira era campeã sobre a rival da próxima partida na bacia das almas, triunfando nos pênaltis após estar perdendo o jogo até os 48 minutos do segundo tempo. O gol de Adriano Imperador, que vivia a melhor fase da carreira atuando no futebol italiano, foi quem fez o gol salvador que manteve o time canarinho vivo na decisão do torneio, ocorrida no Peru em 2004.

O Brasil, comandado pelo técnico Carlos Alberto Parreira, levou à competição um 'time B': os principais nomes da época, como Ronaldo Fenômeno, Ronaldinho Gaúcho e Kaká, pediram dispensa do torneio e o destaque do elenco era o centroavante da Inter de Milão, que fazia dupla de ataque com Luís Fabiano. Ricardo Oliveira, hoje no Atlético-MG, era reserva. 

No meio-campo, Alex, ex-Fenerbahce, Cruzeiro, Palmeiras e Coritiba, era o principal armador de jogadas, atuando junto a Edu Gaspar, então volante, Kleberson e Renato, que formavam o trio à frente da zaga. Gustavo Nery era o lateral-esquerdo titular, lado oposto ao de Maicon, com Juan e Luisão como zagueiros, e Julio Cesar no gol. Diego, hoje no Flamengo, e Julio Baptista, recém aposentado, estavam no banco de reservas - o primeiro entrou em campo, substituindo Kleberson.

Na decisão daquele torneio, em 25 de julho de 2004, a seleção enfrentou nomes estelares argentinos da época, como Juan Pablo Sorín, Kily González, Javier Zanetti, Javier Mascherano e Carlos Tevez, dentre outros. Andrés D'Alessandro, ídolo do Internacional, Lucho González, meia do Athletico-PR, e Javier Saviola, destaque no Barcelona, eram outros atletas daquele grupo. Marcelo Bielsa era o técnico.

Com a bola rolando, a Argentina saiu na frente do Brasil com Kily González, que marcou de pênalti aos 20 minutos. Luisão empatou aos 45 minutos, e Cesar Delgado marcou aos 42 do segundo tempo o gol da que seria a vitória por 2 a 1. Seria, mas Adriano Imperador apareceu e salvou a seleção com o gol aos 48 minutos, levando a partida para as cobranças alternadas de pênaltis.

Com a moral em alta, brilharam as estrelas de Julio Cesar e Juan. O primeiro viu D'Alessandro e Heinze errarem logo as duas primeiras cobranças da Argentina. O segundo converteu a sua cobrança e deu o título ao Brasil por 4 a 2, com o apito final do árbitro paraguaio Carlos Amarilla selando mais uma vitória do time nacional.

FICHA TÉCNICA

ARGENTINA 2 (2) x (4) 2 BRASIL

ARGENTINA: Abbondanzieri; Collocini, Ayala, Heinze; Javier Zanetti, Mascherano, Lucho Gonzalez (D'Alessandro aos 30 minutos do 2º tempo), Sorín e Kily Gonzalez; Tevez (Quiroga aos 45 do 2º tempo) e Rosales (Delgado aos 21 do 2º tempo). Técnico: Marcelo Bielsa.

BRASIL: Julio Cesar; Maicon, Luisão (Cris aos 37 do 2º tempo), Juan, Gustavo Nery; Kleberson (Diego aos 10 do 2º tempo), Renato, Edu; Alex (Felipe aos 18 do 2º tempo); Adriano e Luís Fabiano. Técnico: Carlos Alberto Parreira

GOLS: Kily Gonzalez aos 20 minutos do 1º tempo e Delgado aos 43 do 2º tempo; Luisão aos 45 do 1º tempo e Adriano aos 48 do 2º tempo regulamentar; Kily González e Sorín para a Argentina, Adriano, Edu, Diego e Juan para o Brasil nos pênaltis

CARTÕES AMARELOS: Mascherano, Sorín, Julio Cesar, Luisão e Edu

ÁRBITRO: Carlos Amarilla (Fifa-PAR)

LOCAL: Estádio Nacional, em Lima (Peru)

DATA: 25 de julho de 2004

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