Adriano surpreende e comparece ao treino na Gávea

Adriano parece em paz consigo e a namorada. Mas a guerra com a imprensa continua. Depois de marcar o gol da vitória sobre o Vasco, domingo, e mostrar uma camisa com os dizeres "Que Deus perdoe essas pessoas ruins", o atacante deixou o campo em silêncio e não voltou a falar com jornalistas.

AE, Agencia Estado

15 de março de 2010 | 18h12

Nesta segunda-feira, talvez até para mostrar uma mudança de humor e de hábito, Adriano compareceu ao treino na Gávea, coisa que não costuma fazer nos dias seguintes às partidas. Mas a sua birra com os veículos de comunicação continua. Em sua opinião, ele continua a ser bombardeado mesmo depois de ter concedido coletiva na sexta, antes do clássico, para esclarecer o que ficou conhecido como "crise da Chatuba".

Na madrugada do dia 5, o jogador brigou com a namorada na favela carioca, por não ter voltado para casa e ido para um baile com outros jogadores do Flamengo na comunidade. A moça quebrou carros e trocou empurrões com Adriano, que se disse sem condições psicológicas de atuar nos dois jogos seguintes. A volta com gol serviu para dar sossego ao elenco, ainda mais com sua presença na sede nesta segunda.

Adriano chegou às 15h25, trocou de roupa, conversou com Andrade e depois se arrumou para ir embora, ficando cerca de 40 minutos no clube. Esta foi a segunda vez que foi ao treino no dia seguinte a um jogo, ainda que não tenha participado de nenhuma atividade.

"Problemas extra-campo sempre existem. Alguns lugares conseguem abafar outros, não, que é o nosso caso. Eu sei o que é certo e o que é errado, onde posso estar e não posso. Mas são garotos, pessoas públicas e não podem parar em qualquer lugar. Com o tempo eles vão aprender isso", afirmou o técnico Andrade.

"Prefiro ter um jogador polêmico que faça 19 gols no Brasileiro do que um bonzinho que faça cinco. Prefiro trabalhar com o Adriano com todos os problemas que ele atravessa. As polêmicas acontecem, mas ele é decisivo", comentou Andrade, para quem o Flamengo está em paz e nunca viveu uma crise dentro de campo. "O Adriano foi um caso isolado. Quem o conhece sabe que é uma grande pessoa".

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