Ivan Storti/Divulgação
Ivan Storti/Divulgação

Advogada de Ricardo Oliveira confisca renda do clássico de domingo

Atacante santista, de 34 anos, tem processo contra o ex-clube, que o revelou para o futebol, desde 2003 por causa de salários atrasados

Estadão Conteúdo

23 de fevereiro de 2015 | 18h00

Sem poder atuar no Canindé, que ainda não atende às exigências de segurança, a Portuguesa mandou a partida contra o Santos, no último domingo, no Estádio do Pacaembu, e teve o seu melhor público do ano até agora. Ciente da ação, a advogada Gislaine Nunes conseguiu na Justiça a penhora da renda da partida devido a um processo que envolve o atacante Ricardo Oliveira, que inclusive esteve em campo, defendendo o Santos.

Atendendo ao pedido, a renda de R$ 412.350, obtida com a presença de 14.361 pagantes, foi toda confiscada, mas não trouxe prejuízos à Lusa. Os direitos do jogo já tinham sido vendidos para a empresa BWA. Ou seja, a penhora da renda afeta diretamente um terceiro e não ao clube, que já recebeu parte do valor vindo da empresa de gerenciamento de ingressos.

A Portuguesa conta com o valor recebido da BWA para pagar parte de suas dívidas com o elenco. Alguns jogadores reclamam de até oito meses de salários atrasados, problemas que se arrastam desde a gestão de Manoel da Lupa como presidente.

Revelado pela Portuguesa, Ricardo Oliveira deixou o clube em 2003 sem custos, alegando salários atrasados. O processo corre na Justiça até hoje. O atacante de 34 anos, que agora defende o Santos, foi titular da equipe nesta última vitória por 3 a 1 sobre a Lusa.

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