Maxim Shemetov / Reuters
Maxim Shemetov / Reuters

Advogado de jogador russo diz que Fifa encerrou investigação sobre doping

Ruslan Kambolov é um dos cotados para integrar a seleção anfitriã da Copa do Mundo

Estadão Conteúdo

20 de abril de 2018 | 12h18

Os advogados do zagueiro e volante russo Ruslan Kambolov afirmaram que a Fifa encerrou uma investigação sobre suspeita de doping, no momento em que faltam oito semanas para o início da Copa do Mundo no seu país.

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A Fifa encerrou o caso por causa de "falta de provas de tais violações", disse o escritório de advocacia Sila, sediado em Moscou, em comunicado publicado no seu site oficial. A entidade, porém, se recusou a comentar o anúncio desta sexta-feira, que incluiu a publicação pela Sila de um suposto documento do comitê antidoping da Fifa.

A investigação contra Kambolov foi revelada em fevereiro pelo vice-primeiro-ministro russo Vitaly Mutko. Ele disse que o caso não tinha relação com o futebol nacional.

A Fifa abriu a investigação depois que a Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês) forneceu às entidades esportivas internacionais evidências de suspeita de doping no esporte e sobre o seu encobrimento por parte das autoridades estatais durante vários anos.

As fontes da evidências incluem uma investigação da Wada, realizada por Richard McLaren, denúncias de Grigory Rodchenkov e um banco de dados do laboratório antidoping de Moscou que Rodchenkov liderou. Mais tarde, ele fugiu para os Estados Unidos e está em um programa de proteção a testemunhas.

Kombolov, de 28 anos e jogador do Rubin Kazan, tem duas partidas disputadas pela Rússia e fez parte do grupo que disputou a Copa das Confederações em 2017.

Anteriormente, a Fifa não revelou quantos jogadores russos estavam sendo investigados. Dois meses atrás, Mutko também disse que a Fifa estava investigando Ivan Knyazev, jogador com passagem pela seleção sub-21 da Rússia.

Um documento que ligaria o elenco da Rússia na Copa do Mundo de 2014 a um programa para esconder resultados positivos em exames antidoping estaria entre as evidências fornecidas pela Wada e poderia envolver jogadores que ainda fazem parte da seleção.

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