Marcelo Tasso/Estadão
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Advogado de Ricardo Teixeira diz que fatos 'não são verdadeiros'

Michel Assef Filho acrescentou que relatório da Fifa é 'inconclusivo' sobre compra de voto

Marcio Dolzan / RIO, O Estado de S.Paulo

27 de junho de 2017 | 18h50

Horas após a Fifa divulgar relatório que sugere que o ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira recebeu benefícios financeiros para votar a favor da candidatura do Catar como sede da Copa do Mundo de 2022, a defesa do ex-cartola procurou minimizar o documento, classificado como “inconclusivo”. Ele também garantiu que os fatos apresentados “não são verdadeiros”.

O documento – que tem no total 430 páginas e foi produzido pelo investigador norte-americano Michael Garcia, hoje juiz em Nova Iorque – levanta indícios de como o Catar teria trabalhado para comprar votos  para sediar o Mundial. Presidente da CBF à época da candidatura, Ricardo Teixeira teria feito parte do esquema. Segundo o relatório, um amistoso entre Brasil e Argentina serviu como forma do repasse de recursos.

Advogado de Ricardo Teixeira, Michel Assef Filho afirmou que o documento não prova os fatos narrados. “O relatório não conclui isso”, afirmou ao Estado. “Além disso, não é verdade nem mesmo essa ilação que estão tentando fazer.”

O jogo entre Brasil e Argentina ocorreu em 17 de novembro de 2010, com a informação original de um pagamento suspeito de US$ 7 milhões (cerca de R$ 23 milhões, na cotação atual), “bem superior às taxas de mercado”, informa o relatório. Além disso, as diárias pagas a Ricardo Teixeira no Catar teriam sido 18 vezes superiores às pagas a Messi e 30 vezes maiores do que aquelas de Robinho, dois dos principais jogadores que estiveram em campo.

Segundo Assef Filho, os valores informados são irreais. “Além de o relatório ser inconclusivo, os fatos que estão sendo abordados não são verdadeiros”, disse. “(Mas) se algum procedimento será desencadeado em razão desse relatório, faremos uma manifestação formal, vamos apresentar uma defesa.”

O advogado também negou que Ricardo Teixeira esteja negociando – ao menos no momento – um acordo de delação premiada com a Justiça americana, na qual também é investigado. “Hoje não há negociação sendo feita”, afirmou Assef Filho.

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