Advogado diz que Zveiter é "tangerina"

O advogado e conselheiro do Fortaleza Esporte Clube, João Quevedo, disse que está entrando com uma representação contra o presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Luiz Zveiter. "Ele (Sveiter) é um laranja e não pode comandar o STJD porque é desembargador do tribunal do Rio e está na ativa. Isso é inconstitucional e fere a norma geral da magistratura", acusa Quevedo. O advogado é pai do também advogado João Quevedo Ferreira Lopes Filho que, juntamente com o comerciante José Marlos Lobo de Farias Filho, entrou com um processo na Justiça comum do Ceará pedindo a reintegração do Fortaleza na Primeira Divisão do futebol brasileiro. Quevedo, no entanto, frisa que a ação "não tem nada a ver com o Fortaleza". "Ele (Fortaleza) é réu nessa questão", disse. Ontem, o desembargador Francisco Hugo Alencar Furtado, relator do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará, concedeu uma liminar determinando a "imediata inclusão" do time cearense na Série A do Campeonato Brasileiro. De acordo com Sveiter, em entrevista ao Grupo Estado, a ordem já teria nascido "nula", pois haveria uma decisão de Brasília, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), de que compete à Justiça do Rio decidir sobre questões referentes ao Campeonato Brasileiro. Quevedo mostrou-se indignado com a declaração do presidente do STJD e, segundo ele, a ação não poderá ser questionada por um recurso junto ao STJ. O advogado acusa também Sveiter de fazer uso de "tráfico de influência" para prejudicar a tramitação de uma ação movida por torcedores do Fortaleza na justiça do Rio. "Quando eu entrei com uma ação no Rio, ele (Sveiter) me chamou de laranja. Pois eu digo que ele é uma tangerina que usa de sua influência para tentar atrapalhar o bom andamento da Justiça", criticou Quevedo. A liminiar concedida pelo desembargador cearense estabelece multa de R$ 10 mil, a ser cobrada da CBF, por dia de descumprimento da decisão judicial. No seu despacho, ele determina que a CBF fique "desde logo autorizada a redimensionar a tabela do campeonato em alusão, independentemente de anuência dos demais envolvidos". Ele mandou citar a CBF e os demais clubes citados, no caso o Fortaleza e o Paysandu, na ação por carta precatória, o que deverá acontecer nos próximos dias.

Agencia Estado,

27 de abril de 2004 | 18h11

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