Advogado do Palmeiras já tem defesa pronta para Kléber

Luiz Roberto de Martins Castro pretende provar que o atacante não teve a intenção de agredir André Dias

Juliano Costa, Jornal da Tarde

19 de março de 2008 | 20h24

O advogado Luiz Roberto de Martins Castro já sabe o que fazer para livrar Kléber de uma punição severa pela cotovelada em André Dias. A idéia é provar que o atacante palmeirense não teve intenção de agredir o zagueiro são-paulino, mostrando outros lances de cotovelada, mas todos longe da disputa de bola. "Vamos mostrar, por exemplo, um lance do Tassotti [da Itália] no Luís Enrique [Espanha] na Copa de 94. Aquilo sim foi uma agressão intencional e ele pegou oito jogos de gancho", lembrou Luiz Roberto de Martins Castro. O julgamento de Kléber acontecerá na próxima segunda-feira, no Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) da Federação Paulista de Futebol (FPF). Citado no artigo 253 do Código Brasileiro, o atacante pode pegar de 120 a 540 dias de suspensão - punição que valeria para todas as competições nacionais, e não só para o Paulistão. Durante o julgamento, outras cotoveladas serão lembradas pelo advogado do Palmeiras, como a de Leonardo (do Brasil) em Tab Ramos (Estados Unidos) naquele mesmo Mundial de 94. As agressões de Cléber Santana (Santos) em Marcinho Guerreiro (Palmeiras) e de Obina (Flamengo) em Índio (Inter) também serão citadas. "Em todos esses casos, houve a intenção de agredir", disse Luiz Roberto de Martins Castro. "No caso do Kléber, não. Ele nem vê quem está perto dele, por estar prestando a atenção na bola." O advogado vai usar na defesa a foto do lance. "A imagem é clara: mostra que o Kléber olha só a bola e que o cotovelo dele atinge, de forma não intencional, o queixo do André Dias", explicou Luiz Roberto de Martins Castro. "É claro que eu não vou falar no tribunal que não aconteceu nada. Houve, sim, um choque entre eles, mas trata-se de um lance normal, que acontece durante o jogo. O supercílio pode ter sido aberto na queda." O advogado vai também tentar desqualificar a acusação no artigo 253 (agressão), tentando fazer com que Kléber seja julgado no 250 (ato desleal) ou 254 (jogada violenta). Nesses casos, a pena não passaria de cinco partidas de gancho.

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