Advogado: não há provas contra Edinho

O advogado do ex-jogador e empresário Edinho, Felipe Amadeo, garantiu que não há provas materiais que envolvam o seu cliente na obtenção de passaportes portugueses falsos para os jogadores Alex e Aloísio, do Saint-Etienne. ?É um homicídio sem corpo porque, eles nunca viram esse passaporte?, disse. Por isso, ele considerou ?irresponsável? a atitude de parlamentares da CPI da CBF/Nike de pedir o indiciamento do empresário. Amadeo ? que defendeu o senador Luíz Estevão durante o processo de cassação ? explicou que Edinho não era representante de Alex e apenas intermediou a renovação de contrato Aloísio com o Saint-Etienne. ?Nunca os levou para Europa e nunca viu passaporte?, garantiu. O advogado admitiu que Edinho pode até ser indiciado no processo de investigação na França, mas que até agora isso não aconteceu. ?Por enquanto, apenas os dirigentes do clube têm os seus nomes no inquérito na Justiça francesa.? Os dirigentes envolvidos são Didier Lacombe, Gehard Soler e Bombart, que já foi suspenso por um ano do futebol. ?Quem vai dizer quem são os culpados é o judiciário da França?, disse. Na Europa, o advogado Edgard Vicensine representa o empresário brasileiro. Na defesa de seu cliente, Amadeo deu a entender que Edinho era uma vítima: ?Ele está sofrendo seqüelas do que não participou.? O advogado criticou a investigação da CPI, que considerou ineficiente. ?Os parlamentares estão em um palanque e acabam com a vida de uma pessoa?, analisou. Para ele, ?talvez possa caber? um processo de Edinho contra os deputados federais, mas ressaltou que essa não é a sua ?área?.

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