Norberto Duarte/AFP
Norberto Duarte/AFP

Advogados apresentam recurso para transferir Ronaldinho para prisão domiciliar

Pedido será julgado por juíza que cuida de casos emergenciais, já que atividades do Judiciário estão suspensas

Raphael Ramos, Enviado Especial a Assunção, O Estado de S.Paulo

12 de março de 2020 | 14h58

Os advogados de Ronaldinho Gaúcho e o seu irmão, Assis, apresentaram nesta quinta-feira, em Assunção, no Paraguai, recurso contra a rejeição ao pedido de transferência para prisão domiciliar. Na terça-feira, o juiz Gustavo Amarilla manteve os brasileiros em prisão preventiva em uma cadeia de segurança máxima sob a justificativa de que ambos poderiam fugir ou obstruir as investigações sobre o uso de passaportes falsos para entrar no país.

Os defensores do ex-jogador alegam que a prisão preventiva não tem fundamento. O pedido agora será julgado pela juíza Alicia Pedrozo. Ela cuidará de casos considerados de emergência, já que a Suprema Corte do Paraguai suspendeu as atividades do Poder Judiciário por 15 dias na tentativa de impedir a disseminação do coronavírus no país. Não há previsão de quando o recurso de Ronaldinho e seu irmão será julgado.

A defesa dos brasileiros também tentou entrar com um outro pedido de anulação da decisão que determinou que os dois fossem detidos na semana passada. Mas, como o caso não é considerado de urgência, não foi possível registrar o recurso. Somente depois do dia 27 de março, quando terminam as duas semanas de restrições nas atividades do Poder Judiciário, é que os advogados poderão entrar com esse tipo de apelação.

Ronaldinho e o irmão estão detidos desde sexta-feira em um presídio de segurança máxima na capital paraguaia. O inquérito que apura um possível esquema internacional de falsificação de documentos pode durar até seis meses para ser concluído, de acordo com as leis paraguaias. A defesa alega que o ex-jogador não sabia que o passaporte que deram a ele havia sido adulterado.

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