Advogados de Dodô vão recorrer à Justiça comum

Jogador disse que seus representantes irão entrar com representação na Suprema Corte suíça

AE, Agencia Estado

11 de setembro de 2008 | 20h31

Depois de ser suspenso até novembro de 2009 pela Corte Arbitral do Esporte (CAS), nesta quinta-feira, o atacante Dodô informou que seus advogados vão recorrer à Justiça comum, na Suprema Corte Suíça. O jogador, de 34 anos, foi punido por ter usado a substância femproporex quando ainda atuava pelo Botafogo, em 2007.   Veja também:  Dodô pega dois anos de suspensão por doping Dê seu palpite no Bolão Vip do Limão Segundo Bichara Neto, um dos advogados do jogador, a defesa tenta estratégia para anular a decisão na Justiça comum, já que não cabe mais recurso na esfera esportiva. O documento com a condenação do atacante está nas mãos de um advogado suíço que, de acordo com Bichara, tem forte atuação na Suprema Corte. "Este profissional, muito respeitado na Suíça, estuda o caso para saber se é possível rever a decisão", revelou.Dodô foi flagrado no exame antidoping, no dia 14 de junho, no jogo contra o Vasco pelo Brasileirão do ano passado. A substância, que age no sistema nervoso central combatendo a obesidade, diminui a sensação de fadiga e aumenta a capacidade cardiorrespiratória. Por isso é considerada estimulante.Na ocasião, Dodô levou 120 dias de suspensão pela 2º Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Mas acabou absolvido no segundo julgamento. A Fifa, por sua vez, acionou a CAS em setembro de 2007 em manifestação contrária ao jogador. A CAS é a última instância mundial da Justiça desportiva.A defesa de Dodô sustenta a tese de que a CAS não teria jurisdição para apreciar uma decisão do STJD. "De acordo com a lei brasileira, o STJD é um órgão independente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), e a Corte não teria poderes para anular essa decisão", completou.A resposta do advogado suíço, cujo nome é mantido em sigilo, será dada nos próximos dias. "Temos esperança, mas a última palavra será dele", admitiu Bichara. A condenação foi de 24 meses, mas é retroativa ao começo da pena: dezembro de 2007.  

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