AFA sob suspeita de favorecer Boca Juniors e River Plate

Árbitros teriam prejudicado San Lorenzo e Independiente no Torneio Apertura do Campeonato Argentino

EFE

31 de outubro de 2007 | 17h29

Um promotor pediu, nesta quarta-feira, à justiça argentina o aprofundamento de uma investigação penal para determinar se a Associação do Futebol deste país (AFA) e os árbitros favorecem com suas falhas determinadas equipes da Primeira Divisão, como o Boca Juniors, o River Plate e o Arsenal.   O promotor criminal federal Carlos Stornelli pediu ao juiz Rodolfo Canicoba Corral que sejam agilizadas as investigações por uma denúncia apresentada no início deste mês pelos advogados Ricardo e Ramiro Monner Sans. Os advogados também pediram à Secretaria de Esportes que cumpra sua função de "vigilância e garantia" diante da AFA.   Os denunciantes afirmam em sua apresentação que as arbitragens teriam prejudicado o San Lorenzo e o Independente de Avellaneda, candidatos ao título de Torneio Apertura do Campeonato Argentino. Ao mencionar o Arsenal como provável beneficiado, diz que se trata de um clube "fundado e administrado pela família do presidente da AFA", Julio Humberto Grondona.   Entre os erros polêmicos criticados pela imprensa esportiva são citados pênaltis não marcados, faltam inexistentes, prorrogações de até 11 minutos e gols supostamente viciados de anulação. Desta forma, colocam em dúvida que sejam fruto de falhas humanas.   Além disso, recordam "denúncias públicas sobre lavagem de dinheiro" no futebol europeu e pedem que se investigue se existem irregularidades desse tipo no âmbito local.   Após dizer que estas falhas "geram violência", a denúncia pede uma investigação sobre os critérios de seleção dos árbitros para as partidas. Após a apresentação desta denúncia, a AFA designou o ex-árbitro Horacio Elizondo como Diretor Formativo da Arbitragem Argentino, cargo que assumirá no dia primeiro de janeiro.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.