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Leandro Lopes/CBF
Leandro Lopes/CBF

Afastado da CBF, Caboclo produz vídeos para defender gestão e atacar desafeto Del Nero

Materiais foram encaminhados para presidentes de federações estaduais e tem tom de campanha política

Redação, Estadão Conteúdo

17 de julho de 2021 | 22h02

Afastado da presidência da CBF, Rogério Caboclo divulgou neste sábado uma série de vídeos em que se defende da acusação de assédio moral e sexual feita por uma funcionária da entidade, e ataca Marco Polo del Nero, ex-presidente da CBF que já foi seu aliado e padrinho político. Hoje os dois estão rompidos.

Os quatro vídeos, que adotam tom de campanha política, foram enviados para os presidentes das federações de futebol do País, que serão os responsáveis por decidir o futuro de Caboclo na CBF. O presidente foi afastado da entidade por 30 dias no início de junho. Em seguida, o período foi ampliado para 60 dias. Ele responde pela acusação ao Comitê de Ética da própria CBF. Ele e os aliados de Del Nero, banido do futebol por corrupção, tentam saber quem vai mandar na entidade.

Em dois dos vídeos, de produção elaborada, Caboclo defende sua gestão, citando números da receita da CBF, cifras e conquistas das seleções, masculina e feminina, de base e adulta. "Antes de julgar, conheça a história", diz os vídeos. Em outro, destaca os investimentos na seleção feminina e até cita elogios feitos pela jogadora Formiga.

"Respeito ao futebol feminino. Respeito às mulheres", destacou a produção. Caboclo foi afastado da CBF por causa de uma denúncia de assédio moral e sexual de uma funcionária da CBF. O caso é investigado pela Comissão de Ética da própria CBF, pelo Ministério Público do Trabalho e pelo Ministério Público do Rio de Janeiro.

Os outros dois vídeos são dedicados a atacar o desafeto Del Nero. A produção lembra que o ex-presidente da CBF foi banido do futebol pela Fifa e é investigado pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Caboclo alega que a denúncia da funcionária é uma armação, elaborada por Del Nero para derrubá-lo do cargo.

O presidente afastado da CBF reitera que foi alvo de extorsão no valor de R$ 12 milhões, pedido pela funcionária, supostamente a mando de Del Nero. A funcionária já negou a acusação e alega que a situação foi exatamente oposta, com Caboclo oferecendo o valor para que ela não divulgasse gravações em áudio com declarações de Caboclo consideradas abusivas.

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