África do Sul descarta sediar Copa Africana de Nações em 2015

África do Sul descarta sediar Copa Africana de Nações em 2015

Marrocos pensa em renunciar torneio por causa do surto do vírus no Oeste da África, mas sede da última Copa declina possibilidade

Estadão Conteúdo

17 de outubro de 2014 | 12h21

O ministério dos esportes da África do Sul avisou nesta sexta-feira que o país não quer organizar a Copa Africana de Nações do próximo ano se o Marrocos desistir de sediar o torneio, pelo temor da proliferação do vírus Ebola e também porque isso implicaria gastos que não estão previstos. "Há muitos fatores a considerar para a África do Sul", disse o Departamento de Esportes e Recreação em um comunicado.

O Marrocos, a sede original da competição , programado para ser jogado em janeiro e fevereiro de 2015, quer o adiamento da próxima Copa Africana de Nações pelo surto de Ebola no Oeste da África, e pode até renunciar ao torneio.

Os dirigentes da Confederação de Futebol Africano (CAF) se comunicaram com a África do Sul, Gana e, possivelmente, outros países, para que estejam prontos como possíveis sedes se o Marrocos renunciar ao torneio. Mas é possível que ninguém queira organizá-lo pelo pouco tempo de preparação e pelo temor de propagação do vírus mortal.

O ministério dos esportes da África do Sul destacou que a Federação Sul-Africana de Futebol ainda não foi oficialmente convidada a organizar o torneio, mas não fez referência à "situação do Ebola que domina o continente".

Mais de 4.500 pessoas morreram na África Ocidental, no pior surto do vírus na história recente. O surto ainda não foi controlado nos três países mais afetados: Libéria, Guiné e Serra Leoa.

Marrocos pediu que a Copa Africana de Nações, que está prevista para ser jogada entre 17 janeiro e 8 de fevereiro, seja adiado por causa do risco de que o Ebola se propague através dos torcedores que viajarem das regiões afetadas. Mas CAF insiste que o torneio deve ser disputado naquele período, ou então buscará outra sede.

O ministério dos esportes sul-africano disse que o custo de organizar o torneio em apenas três meses é a sua "preocupação principal", apesar do Ebola também ser um fator. "O torneio também pode representar um problema para a forma como lidamos com o desafio do Ebola que afeta todo o continente neste momento", disse o órgão.

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