Agathyrno contesta operação de Eurico

O ex-presidente do Vasco Agathyrno da Silva Gomes disse à CPI do Futebol, nesta terça-feira, que o deputado Eurico Miranda (PPB-RJ) não estava autorizado a movimentar o dinheiro do clube, como fez em 1998, então vice-presidente, quando mandou depositar R$17,55 milhões recebidos do Vasco da Gama Licenciamento numa suposta conta do clube e de terceiro, no paraíso fiscal de Nassau, Bahamas. Agathyrno disse que o Estatuto do clube estabelece que a operação teria de ser feita com o aval do presidente e de diretores do Vasco. "Quem deu a procuração para ele fazer isso deveria ser preso e banido do clube", defendeu.O ex-dirigente atribuiu a demora de um ano e seis meses para que os conselheiros tomassem conhecimento do contrato com o Bank of America à tentativa de ocultar esses repasses. Ele disse que recebeu telefonemas anônimos ameaçadores, advertindo-o de que não deveria depor na comissão, mas que não se intimidou.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.