Agente de Nilmar diz que ele se apresenta, mas não joga

A reapresentação do grupo de jogadores do Corinthians promete ser conturbada nesta quarta-feira por causa do atacante Nilmar. Tudo devido ao anúncio do agente do jogador, Orlando da Hora, que ele vai aparecer no Parque São Jorge apenas para cumprir a ordem judicial. Jogar pelo time, porém, ele não vai mais.O motivo da contrariedade é a confusão envolvendo a contratação em definitivo do atacante pelo Corinthians e seu parceiro, o MSI. Em julho do ano passado, a empresa anunciou a compra de Nilmar por 10 milhões de euros (cerca de 28 milhões de reais), pagando 2 milhões no ato. O restante foi dividido e não pago. Neste período, Nilmar se machucou, passou por uma cirurgia no joelho e está afastado dos jogos e treinos. Além disso, alega não ter recebido 3,4 milhões de reais prometidos pelo clube (luvas e direitos de imagem atrasados). Com todos estes problemas, o caso foi parar na Fifa, num processo movido pelo Lyon, que tenta receber, e na Justiça brasileira, onde o Corinthians tenta fazer com que Nilmar cumpra o contrato assinado no meio do ano passado, que vale até 28 de dezembro deste ano."O contrato que o Nilmar assinou em maio, este que o Corinthians apresentou à Justiça, tinha duas cláusulas para ter validade: pagar os 8 milhões de euros ao Lyon e mais luvas de R$ 1,5 milhão ao jogador. Eles não cumpriram nenhum dos dois", alega Orlando da Hora.Por enquanto, o atacante se reapresenta ao técnico Emerson Leão e fica no aguardo do recurso contra a decisão de um tribunal da capital paulista que exige o cumprimento deste contrato até o fim do ano. Flamengo, São Paulo e Santos estão interessados em contratá-lo e aguardam o desfecho para resolver a situação. No lado do Corinthians, o vice-presidente de Comunicação, Flávio Adauto, disse que não tinha o que falar sobre o assunto. "Não vamos criar polêmicas. Não vamos nos pronunciar sobre isso. Não existe fato novo algum, e se isso houvesse, nós nos pronunciaríamos", afirmou, em entrevista à Rádio Globo. (M.P.Jr.)Atualizado às 19h45

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.