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Filipe Araujo/AE - 21/1/2012
Filipe Araujo/AE - 21/1/2012

Agora no comando do Paulista, Baresi reencontra o São Paulo

Treinador promete colocar seu time no ataque no jogo do Morumbi

Bruno Deiro, Jornal da Tarde

16 de fevereiro de 2012 | 09h05

SÃO PAULO - Revelado pelo São Paulo como jogador, Sérgio Baresi teve a primeira grande experiência como treinador ao assumir o time do Morumbi como interino, em meados de 2010. Em três meses, quase foi efetivado, mas acabou dando lugar a Carpegiani. Agora no Paulista, o ex-técnico do sub-20 tricolor garante que a experiência lhe abriu portas e até hoje rende elogios dos torcedores são-paulinos.

Com campanha surpreendente no início do campeonato, o Paulista venceu quatro dos cinco primeiros jogos e parou nos reservas do Santos (empate por 1 a 1). Acostumado a trabalhar com jogadores jovens, Baresi diz que a baixa média de idade do elenco ameaça estragar este começo promissor – o time vem de duas derrotas seguidas, para Guarani e São Caetano. Mesmo assim, o técnico promete ir para cima do ex-clube nesta quinta-feira à noite, em seu retorno ao Morumbi.

Como avalia sua passagem pelo São Paulo?

Foi maravilhosa em todos os sentidos, por abrir as portas do mercado para mim. Hoje, meu nome é lembrado em vários clubes para iniciar trabalhos com jovens promessas.

Que impressão acha que deixou na torcida são-paulina?

Tenho certeza de que deixei uma impressão positiva. Lançamos seis atletas da base na época, dois deles (Lucas e Casemiro) ainda estão como titulares. Há muitos anos o São Paulo não botava os garotos para jogar, e ter esta coragem foi fundamental. Por onde passo sou reconhecido pelos torcedores. Muitos me agradecem por ter lançado o Lucas, por exemplo.

Qual o vínculo atual com o clube?

Quando surgiu a proposta, o presidente Juvenal Juvêncio falou que não ia me liberar. Disse: "Vou te emprestar". Então, estou licenciado e, quando encerrar o trabalho aqui, devo retornar.

Teve contato com o pessoal do São Paulo nos últimos dias?

Tive muito contato nas primeiras rodadas, a diretoria me parabenizou pelo trabalho e os atletas mandaram mensagem. Mas nos últimos dias, não. É um jogo importante para os dois lados e nem é bom ter contato.

Como tem sido trabalhar num clube do Interior?

É muito difícil, a estrutura é limitada e a folha é bem menor. Mas temos que nos adequar.

O que o Paulista fez para ter um começo tão positivo?

Treinamos uma linha mais ofensiva, pois sabíamos que os outros estariam mais preparados para defender do que atacar. Claro que, com o passar das rodadas, as equipes vão se acostumando.

O time teve uma caída. Diminuiu o ímpeto?

Fizemos uma gordura e tropeçamos nos últimos jogos, mas falei para meus jogadores que não dá para se lamentar. Contra o São Paulo temos de sair para o jogo, não dá para só se defender.

Acha que conseguirá manter um time ofensivo?

Eu almejo esta ofensividade no campeonato todo, seria sensacional fazer isso. Vou batalhar para deixar a equipe ofensiva sempre, como vou fazer no jogo do Morumbi.

Qual a principal dificuldade?

Nossos jogadores são muito novos e a gente depende de uma maturidade por parte deles. É uma equipe jovem, enquanto todas estão jogando com times que têm média de idade entre 27 e 28. Nossa média é de 23, isso quando joga o nosso volante Wellington, que tem 30 anos. Num torneio competitivo como é o Paulista, jogar contra um São Paulo com tantos garotos não é fácil.

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