Paulo Whitaker/Reuters
Paulo Whitaker/Reuters

Agora por cartão para Felipe Melo, Palmeiras volta a ter arbitragem como alvo

Volante está suspenso para jogo contra o Grêmio, na próxima rodada

O Estado de S.Paulo

07 Outubro 2018 | 05h00

O volante Felipe Melo reclamou do cartão amarelo recebido na vitória por 2 a 0 sobre o São Paulo, neste sábado, no Morumbi. Após uma falta cometida no meia Nenê, o árbitro Wilton Pereira Sampaio advertiu o jogador palmeirense, o que ocorreu pela 12ª vez nesta edição do Campeonato Brasileiro. Por isso, ele vai cumprir suspensão contra o Grêmio, no Pacaembu, pela 29ª rodada da competição. 

"Uma coisa é eu chegar atrasado numa bola, já que eu sou um meio-campista de defesa, outra é usar uma força excessiva. É questão de critério, mas paguei pela minha fama. Um pouco depois, um zagueiro do São Paulo fez a mesma coisa e não recebeu o cartão", afirmou o volante palmeirense após a partida. 

Felipe Melo aproveitou para minimizar a concorrência travada com Thiago Santos pela titularidade da posição de primeiro volante. "Você tem de perguntar para o Felipão, que é o treinador. O time já ganhou comigo e ganhou com o Thiago. Não existe uma disputa", afirmou o meio-campista do Palmeiras, que lidera o Brasileirão com 56 pontos após 28 partidas. 

Diretor executivo do Palmeiras, Alexandre Mattos endossou a reclamação do atleta contra os árbitros. "O Felipe Melo está jogando muita bola, essa é a verdade. Não deve haver cartão por histórico do jogador. Mais tarde, o Rodrigo Caio e outros atletas do São Paulo fizeram faltas duríssimas e não foram advertidos. O critério para o Felipe Melo é diferente do que para todos os outros", afirmou. 

De acordo com a visão de Mattos, o Palmeiras vem sendo muito prejudicado por arbitragens em 2018. "Tem lances que são duvidosos, mas tem lances que são bisonhos, como a mão fora da área do Gustavo Gómez fora da área, contra o Cruzeiro, e essa defesa nessa partida, também fora da área, do Sidão. A gente faz nosso DVD e tenta agir em silêncio, mandando nossas representações, mas não dá para ficar calado. Não é possível que o assistente não viu. É um pena que não tenha o VAR, se bem que fomos prejudicados na Copa do Brasil, que tinha o VAR, e no Campeonato Paulista, quando o VAR não era legalizado", queixou-se. 

 

 

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