Agredido, Luxemburgo nega ter provocado técnico do Huachipato

TALCAHUANO - Uma confusão generalizada aconteceu depois do término da partida entre Grêmio e Huachipato, na noite da última quinta-feira, em Talcahuano, no Chile, onde a equipe gaúcha empatou por 1 a 1 com o rival e garantiu classificação às oitavas de final da Copa Libertadores. A comissão técnica da equipe chilena entrou em conflito com Vanderlei Luxemburgo e o treinador acabou sendo agredido por um jogador do clube da casa, depois de ter escorregado no gramado quando tentava se dirigir ao túnel que dá acesso aos vestiários.

O Estado de S. Paulo

19 de abril de 2013 | 08h57

Após a confusão, Luxemburgo negou que tenha provocado o técnico Jorge Pellicer, que acusou o brasileiro ter sido irônico e de ter desrespeitado o Huachipato ao comentar a desclassificação do adversário. O comandante disse que tentou evitar um conflito, mas foi acusado de ter dito a Pellicer que agora poderia curtir as férias com a eliminação na Libertadores, o que também foi negado pelo técnico gremista.

"Um senhor (auxiliar técnico de Pellicer) chegou lá e falou pra mim: ''Hoje você não está reclamando (com a arbitragem), como reclamou lá'' (em Porto Alegre). Falei não, um dia você reclama, outro dia você não reclama. E faz parte do jogo do futebol. E peguei e fui saindo e ele foi se aproximando de mim perguntando o que estava acontecendo, percebi que ele ficou nervoso e comecei a caminhar um pouco mais forte porque vi que ele queria uma confusão", disse Luxemburgo, para depois falar sobre como acabou sendo agredido.

"Fui embora com ele (membro da comissão técnica do Huachipato) tentando sair do Emerson (auxiliar técnico), que estava ali por perto também, e percebi o treinador deles também chegando e não entendi nada essa agressividade. Não vou querer confusão e corri para a entrada do túnel, mas quando fui entrar no túnel fecharam o túnel ali, aí escorreguei, caí no meio dos policiais e um jogador deles veio me agredir e tomei uns pisões dos policiais, que me atropelaram", completou.

Luxemburgo disse que foi apenas cumprimentar o árbitro da partida e os assistentes e acusou a comissão técnica do Huachipato de ter agido de forma premeditada contra ele. "Não falei nada demais, só fui cumprimentar e percebi que ele queria criar uma situação, e pensei: ''Não vou querer brigar aqui''", disse o comandante, que ainda falou que Pellicer estava "totalmente destemperado e desequilibrado".

Após o ocorrido, o diretor executivo de futebol do Grêmio, Rui Costa, prometeu que irá denunciar junto à Conmebol os fatos ocorridos no Chile, cobrando uma punição ao Huachipato. "Vamos tomar as providências necessárias", garantiu.

O treinador do Huachipato, Jorge Pellicer, revelou que o desentendimento com o colega brasileiro começou no primeiro jogo entre as equipes, na Arena Grêmio. Pellicer contou que ao fim do jogo Luxemburgou lhe afirmou que a equipe chilena só tinha vencido graças à ajuda da arbitragem.

"O treinador deles veio falando uma bobagem para mim. Sei falar algumas coisas em espanhol, trabalhei na Espanha. Não sou cabeçudo de não saber que estou xingando o cara em espanhol. É um desequilibrado", rebateu Luxemburgo.

Não foi a primeira vez que o técnico de personalidade forte se envolveu em uma agressão no campo. No ano passado, em clássico válido pelo Campeonato Gaúcho, o técnico agrediu um gândula do Inter que colocou rapidamente a bola na marca de escanteio para facilitar a cobrança do time do Beira-Rio.

Em 2001, quando trabalhava no Corinthians, o treinador brigou com o meia Marcelinho Carioca. O episódio fez com que o jogador saísse do clube.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.