Pau Barrena / AFP
Pau Barrena / AFP

Agressão a jogadora do PSG teria sido motivada por suposto caso extraconjugal com Abidal, diz jornal

Inicialmente, a atleta Aminata Diallo, que estava ao lado de Hamraoui no carro, era a principal suspeita. Ela ficou detida pela polícia durante 36 horas, mas depois liberada sem acusações por falta de provas

EFE, O Estado de S.Paulo

16 de novembro de 2021 | 13h42

A vingança por um possível caso extraconjugal envolvendo o ex-jogador Eric Abidal agora é a principal hipótese da polícia para o ataque à jogadora do Paris Saint-Germain Kheira Hamraoui, agredida por homens encapuzados na última quinta-feira quando dirigia seu carro. O chip do celular de Hamraoui estava no nome de Abidal, confirmando, segundo os investigadores, uma relação íntima entre os dois, que coincidiram no Barcelona entre 2018 e 2020, quando ele era diretor do clube e ela jogadora. 

Inicialmente, a principal suspeita caiu sobre sua companheira de equipe Aminata Diallo, que estava a seu lado no veículo e ficou detida pela polícia local durante 36 horas, mas depois liberada sem acusações por falta de provas. Os investigadores achavam que Diallo queria lesionar a companheira para ter mais tempo de jogo, mas mudaram a linha de investigação na segunda-feira, quando descobriram novas pistas. 

Hamraoui e Diallo ouviram um dos agressores dizer: "Assim dormimos com homens casados, não?". O agressor também teria ligado para Abidal pouco depois do episódio. Segundo o jornal Le Monde, que cita fontes do Ministério Público de Versalhes, Abidal será interrogado "em breve" e é possível que sua atual esposa também seja convocada. Em entrevista ao Le Parisien, o advogado do ex-jogador, Olivier Martin, disse que o seu cliente ainda não foi convocado e que, se for, "aparecerá espontaneamente e responderá a todas as questões". "Ele não está direta nem indiretamente ligado à agressão", declarou.

Hamraoui pediu respeito à vida privada durante as investigações das autoridades e evitou falar de Abidal. A jogadora divulgou um comunicado nesta terça-feira através de seu advogado, Saïd Harir. O texto não traz nenhuma referência ao ex-lateral da seleção francesa.

Hamraoui "pede urgentemente que sua vida privada seja respeitada, assim como o direito a manter silêncio neste momento difícil", diz o texto. A atleta pretende esperar "com serenidade" o desenvolvimento das investigações das autoridades para conhecer os culpados "o quanto antes" e diz que "tem a firme intenção" de voltar a representar "as cores" do PSG "com orgulho". "Foram golpes de uma violência inusitada, principalmente nos membros inferiores, deixando implícito o desejo de arruinar a sua carreira profissional", diz o comunicado. 

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