Paulo Whitaker/Reuters
Paulo Whitaker/Reuters

Aguirre exalta coletivo do São Paulo: 'Não precisamos de individualidades'

Treinador minimizou ausência do volante Hudson, que se machucou no último compromisso da equipe

Gonçalo Júnior, O Estado de S.Paulo

26 Agosto 2018 | 16h31

O São Paulo não precisa de individualidades e mostrou uma identidade na vitória sobre o Ceará por 1 a 0, no Morumbi. Esta foi a principal conclusão do técnico Diego Aguirre sobre o triunfo que mantém o São Paulo na liderança independentemente dos outros resultados da 21ª rodada do Campeonato Brasileiro. Aguirre apoia sua análise na ausência do volante Hudson, capitão do time que se recupera de dores no joelho e que foi substituído por Luan, revelação de 19 anos da base do clube.

"Poderíamos perder o Hudson mais para a frente. Se fosse o último jogo do campeonato, talvez jogasse. Mas o mais importante é que o São Paulo mostra uma identidade em campo. Não precisamos de individualidades", afirmou Aguirre em entrevista coletiva após a vitória. "Acho que foi um bom jogo. Gostei do São Paulo. Acho que merecíamos algo mais. No primeiro tempo, perdemos algumas situações. Ninguém pode duvidar que foi merecido, e que se alguém tinha que ganhar, era o São Paulo", completou.

O São Paulo terá de provar a força do seu elenco também na próxima partida. Diante do Fluminense, no próximo domingo, no Morumbi, o São Paulo terá três titulares suspensos: Jucilei, Nenê e Everton - além da suspensão, ele saiu de campo sentindo dores na coxa esquerda. "O Everton, para mim, é um dos jogadores mais importantes que temos, de mais nível. É um jogadoraço. É difícil ter alguém desse nível. Não tem. Mas são coisas que acontecem, e temos que buscar alternativas. Não é o momento de pensar em Everton. Buscaremos as soluções. É o único jogador machucado que temos. Vamos esperar, torcer que não seja muita coisa, e que ele rapidamente possa voltar", completou o treinador.

O treinador destacou o apoio da torcida na vitória diante do Ceará. Dono da segunda maior média de público do Campeonato Brasileiro com 33 mil torcedores por jogo (o líder é o Flamengo com 52 mil), o São Paulo levou 57 mil pagantes ao Morumbi, número inferior ao recorde de pouco mais de 59 mil do jogo entre Flamengo e Fluminense, em junho. "A torcida foi espetacular. Parte da vitória foi deles. Sentimos o apoio, o calor, todos juntos. O São Paulo tem identidade, a torcida vê, vocês veem, e fico feliz, porque foi uma das primeiras coisas que falei quando assinei o contrato, que queria que o São Paulo se identificasse com todos", finalizou.

 

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