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Aguirre quer acabar com sina de estrangeiros no Inter

"Tenho isso como um desafio, talvez seja o maior da minha vida. Mas chego com a ideia de romper este mito", afirma o treinador

Estadão Conteúdo

23 de dezembro de 2014 | 19h21

O uruguaio Diego Aguirre foi apresentado oficialmente como novo técnico do Internacional na tarde desta terça-feira, em Porto Alegre. Logo em seu primeiro contato com a imprensa brasileiro, o ex-atacante foi muito perguntado sobre o histórico de fracassos de treinadores estrangeiros no País e garantiu que seu principal objetivo será mudar esta imagem.

"Tenho isso como um desafio, talvez seja o maior da minha vida. Mas chego com a ideia de romper este mito e pela primeira vez fazer um estrangeiro triunfar no Brasil. Isso é algo que acontece no mundo do futebol e o Brasil não pode ficar de fora disso. É hora de um estrangeiro fazer sucesso aqui", declarou.

Apesar de admitir que o histórico de técnicos estrangeiros no futebol brasileiro não é dos melhores, Aguirre garante que não se trata de diferença de qualidade. "Aqui alguns estrangeiros não foram bem. Mas, como falei anteriormente, não são só estrangeiros, vimos também técnicos brasileiros saindo toda semana. Se cobra muito aqui e a exigência é muito grande."

Ex-jogador do próprio Internacional no fim da década de 80, Aguirre chegou ao Inter após uma longa novela, iniciada com a ascensão de Vitorio Piffero à presidência. O dirigente e sua equipe não queriam a continuidade de Abel Braga e foram atrás de Tite, que acertou com o Corinthians. Vanderlei Luxemburgo era a segunda opção, mas ele preferiu ficar no Flamengo. Cogitou-se então, uma reaproximação com Abel, mas o treinador já estava muito magoado com a forma como foi tratado. Até o nome de Mano Menezes foi levantado, mas não houve acordo salarial.

Mesmo sendo somente a quinta opção da diretoria, Aguirre não se mostrou chateado. Pelo contrário, celebrou o fato de ter sido lembrado pelo clube colorado. "O Inter é um clube gigante, com muitas opções. Não ser a primeira, é algo normal. Só de ser lembrado já é uma honra."

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