Clayton de Souza/Estadão
Clayton de Souza/Estadão

Aidar banca Osorio no São Paulo: 'Só não fica se não quiser'

Presidente dá declaração após críticas do colombiano à direção

CIRO CAMPOS, O Estado de S. Paulo

27 de setembro de 2015 | 15h37

O presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, disse neste domingo, antes do clássico com o Palmeiras, no Morumbi, que não ficou chateado e nem vai tirar o técnico Juan Carlos Osorio do cargo. Na sexta-feira, o colombiano disse que não confiava na diretoria e reclamou que essa insegurança se iniciou quando o clube começou a negociar os oito jogadores que deixaram o elenco desde que assumiu o comando do time, em 1º de junho.

"Ele só não fica se ele não quiser. Qualquer resultado que ocorrer, ele vai continuar conosco", disse o dirigente na chegada da equipe ao estádio do Morumbi, local da partida com o Palmeiras, pelo Campeonato Brasileiro. Aidar diz ter conversado com o colombiano, juntamente com o vice-presidente de futebol, Ataíde Gil Guerreiro, para entenderem melhor o contexto dessa declaração do treinador durante a entrevista coletiva da última sexta-feira.

Na mesma entrevista, Osorio admitiu ter recebido sondagens para assumir o comando da seleção mexicana e reiterou que tem como grande sonho poder disputar uma Copa do Mundo. "O Osorio nunca escondeu o desejo de treinar uma seleção em uma Copa do Mundo. Esperamos que ele cumpra o nosso contrato. Não há cláusula de multa para rescisão antecipada. É muito na confiança. Ele é um cavalheiro, um homem de nossa confiança", explicou.

O dirigente explicou que após conversarem com Osorio no último sábado, entenderam a motivação da fala dele. "Não fiquei chateado. Depois de ouvi-lo entendi a razão da fala dele. É muito simples: ele não esperava a perda de tantos jogadores", disse Aidar. O contrato de Osorio vai até o fim de 2017.

O presidente também explicou durante a entrevista outra polêmica do São Paulo nos últimos dias: a contratação do zagueiro Iago Maidana em operação com o Monte Cristo, de Goiás, e a participação de uma empresa chamada Itaquerão Soccer e também do Criciúma, o que fez a CBF e o Federação Paulista de Futebol (FPF) notificarem o time do Morumbi para dar mais detalhes sobre a negociação.

Aidar afirmou que está preparado para apresentar informações do assunto caso seja pedido na segunda-feira, durante a reunião do Conselho Deliberativo do São Paulo. No encontro, a oposição promete cobrar esclarecimentos sobre o tema. "O que houve entre esse clube, o Monte Cristo, e o Criciúma, não nos diz respeito. Por isso a nossa posição é muito tranquila", comentou.

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