Aidar descarta demitir Muricy Ramalho, mas vê 'paciência no fim'

Após a eliminação precoce na Copa do Brasil, presidente minimiza as críticas cada vez mais fortes feitas ao trabalho do treinador

Fernando Faro, O Estado de S. Paulo

14 de agosto de 2014 | 19h49

A eliminação para o Bragantino no Morumbi aumentou a pressão sobre Muricy Ramalho, mas pelo menos por enquanto o técnico está resguardado pelo presidente Carlos Miguel Aidar. Em entrevista coletiva realizada após a apresentação de Michel Bastos, nesta quinta-feira, o dirigente defendeu o trabalho do treinador e garantiu que não pensa em trocar o comando técnico do São Paulo.

Aidar voltou a bater na tecla de que Muricy seguirá no time enquanto ele for presidente e minimizou as críticas cada vez mais fortes feitas ao trabalho do treinador. "A torcida não contrata treinador, ela pode aplaudir, apupar, gostar e reclamar, mas não vai decidir. No dia que jogarmos para a torcida, acabou para o São Paulo", declarou. 

"De alguma forma fui favorável à contratação na gestão passada. Eles estavam incomodados com a situação de estar numa das últimas colocações. Passamos por um momento de troca de técnicos enorme. Eu já era candidato da situação e liguei para o Muricy dizendo que eu assumiria o clube. Eu já gostava do Muricy antes, ninguém é tricampeão brasileiro seguido no mesmo clube por acaso", explicou.

Apesar das palavras de incentivo, o presidente escorregou em diversos momentos ao o analisar o momento ruim da equipe, porém, Aidar não conseguiu encontrar uma resposta. Ele tentou eximir o treinador de responsabilidade, mas não soube dizer o que acontece.

"Você pode ter uma tarde infeliz, momentos que se explicam uma, duas, três vezes. Mas vários momentos infelizes é difícil. O São Paulo perdeu pelo menos sete pontos que não poderia ter perdido: empatou com o Coritiba (2 a 2), perdemos da Chapecoense dentro do Morumbi. Criciúma, Goiás... eu realmente não sei."

Ao ser questionado sobre sua tolerância em relação à irregularidade do time, o presidente mais uma vez deixou claro que está cansado de esperar resultados de uma equipe que custa cerca de R$ 10 milhões por mês. "Minha paciência, segundo minha terapeuta, está no fim. Ela disse que em até duas semanas esse time entrosa."

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