Paulo Giandalia/Estadão
Paulo Giandalia/Estadão

Aidar já se vê eleito para gestão de seis anos no São Paulo

Candidato demonstra segurança em uma vitória esmagadora diante do oposicionista Kalil Rocha Abdalla nas eleições de 2014

FERNANDO FARO, Agência Estado

10 de setembro de 2013 | 16h33

SÃO PAULO - Eleito por Juvenal Juvêncio como nome a enfrentar Kalil Rocha Abdalla, o ex-presidente Carlos Miguel Aidar já fala como candidato e se projeta por seis anos à frente do São Paulo. Em rápida conversa com os jornalistas no CT da Barra Funda, nesta terça-feira, ele demonstrou segurança em uma vitória esmagadora diante do oposicionista Abdalla nas eleições do ano que vem no clube e aposta que o apoio de Juvenal será fundamental para garantir o triunfo, apesar das críticas cada vez mais ácidas sobre o final de mandato.

"Gosto do Kalil, mas vai ser tranquila nossa eleição. Eu não vou entrar pra perder depois de tanto tempo e tanto trabalho feito para o São Paulo. Estou absolutamente tranquilo, com o apoio do Juvenal eu diria que é absolutamente impossível perder a eleição", disse Aidar, que revelou ter telefonado para Muricy na segunda-feira mesmo sem saber da demissão de Autuori. "Parece que o Juvenal leu meu pensamento".

A entrada do ex-presidente (comandou o São Paulo entre 1984 e 1988) foi uma decisão pessoal de Juvenal ao perceber que os demais nomes apresentados - os vices Julio Casares, Roberto Natel e Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco - enfrentariam muita rejeição no Conselho Deliberativo e teriam dificuldades diante de Abdalla, que tem bom trânsito interno. Aidar é muito próximo do presidente, o teve como diretor de futebol durante sua gestão e conseguiu emplacá-lo como sucessor.

Apesar da fala conciliatória, Leco não admite a indicação porque acredita ter a prerrogativa de disputar o pleito. Aliado histórico de Juvenal, o dirigente esperava ser o escolhido e nunca escondeu o desejo de concorrer; ele trabalha para reverter o quadro imposto pela situação, mas dificilmente terá sucesso. Segundo Aidar, seu nome foi consenso entre os pré-candidatos, incluindo Leco.

"As adesões foram muito significativas e o próprio Julio Casares, sabendo que eu tinha aceito a condição, veio me apoiar. O Roberto Natel também e eu tive a informação de que o Leco retirou sua candidatura. Eu me torno candidato da situação com apoio do Juvenal e da sua diretoria, vamos torcer pra fazer jus à confiança depositada em mim", explicou.

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