Aílton lamenta decisão da Fifa

O atacante brasileiro Aílton lamentou a decisão da Fifa anunciada ontem, que dificulta a naturalização em série de jogadores, com o objetivo exclusivo de reforçar as seleções nacionais. O jogador, que estava se naturalizando para defender a seleção do Catar nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2006, na Alemanha, disse ter sido pego de surpresa. ?É uma pena porque meu maior sonho é disputar uma Copa do Mundo. Sempre alimentei esperanças de disputar esta competição pela Seleção Brasileira, mas sei que minhas chances são muito reduzidas. Por isso, decidi aceitar a proposta da Federação do Catar, mas acabei surpreendido com o impedimento da Fifa?, disse.Reunido na quarta-feira em Genebra, o Comitê de Emergência da Fifa decidiu impedir a naturalização de jogadores que não tenham vínculo claro com o país do qual irão obter a nova cidadania. A chamada ?relação manifesta? se daria, segundo a Fifa, sob quatro condições: haver nascido no país; que tenha um dos pais nascido no país, que haja algum dos avós nascido no país ou que o jogador tenha residido no país por pelo menos dois anos consecutivos. Aílton - que não cumpre nenhuma destas condições - assinaria contrato com a Federação do Catar esta semana. Principal artilheiro do Campeonato Alemão com 22 gols, o brasileiro iria receber US$ 1 milhão pela transferência, mais 400 mil dólares por ano como salários. ?O aspecto financeiro não era prioridade quando aceitei a proposta do Catar. Minha intenção em jogar por aquele país é a mesma de outros brasileiros?, disse Aílton, referindo-se às naturalizações do atacante Paulo Rink na Alemanha, o apoiador Deco em Portugal e recentemente o atacante Francileudo pela Tunísia. ?Infelizmente, as pessoas analisam o problema apenas pelo aspecto comercial?, lamentou. Além de Aílton, a seleção do Catar pretendia contratar os também brasileiro Dedé e Leandro e o técnico francês Philippe Troussier.

Agencia Estado,

18 de março de 2004 | 11h42

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