Aílton pode repetir trajetória de Rink

Aílton vive fase tão boa no Werder Bremen que sonha com a disputa da Copa de 2006. Mas não com a camisa da seleção pentacampeã do mundo. O desejo do centroavante projetado pelo Guarani é o de defender a anfitriã Alemanha, país com o qual tem grande afinidade. ?Disputar o Mundial seria um sonho?, admitiu o atacante, de 30 anos, que desde 1998 defende o Werder. ?Bastava o técnico Rudi Voeller me chamar que eu só perguntaria onde devia me apresentar?, afirmou, em entrevista ao jornal Express. Aílton é artilheiro do Campeonato Alemão, com 14 gols, já tem acertada transferência para o Schalke 04 na próxima temporada, mas deve enfrentar resistência justamente do treinador da seleção. Voeller defende a presença de estrangeiros naturalizados desde que tenham ascendência alemã. Se o sonho se tornar realidade, Aílton será mais um brasileiro a vestir camisa do país para o qual emigrou. Na história recente da Alemanha, houve o caso de Paulo Rink, paranaense que se projetou no Bayer Leverkusen, no fim dos anos 90, e atendeu apelo de Berti Vogts para optar por nova nacionalidade. Aceitou, mas praticamente não teve oportunidade. O primeiro brasileiro a se dar bem, depois de ?virar casaca?, foi Amphilogino Guarisi, o Filó, revelado pelo Corinthians em 1930 e campeão do mundo com a Itália em 1934. A ?Azzurra? recorreu com freqüência ao talento de oriundi (descendentes de italianos) para se reforçar. Por conta da dupla nacionalidade, De Maria, Ministrinho, Innocenti, Fantoni, Da Costa, José Altafini (Mazola) também foram convocados. Os italianos não foram os únicos abrir as portas de sua seleção para talentos brasileiros. Donato e Catanha, algum tempo atrás, tiveram passagem ? brevíssima, é verdade ? pela ?Fúria? espanhola. Alex Santos e Wagner Lopes se identificaram tanto com o Japão que concordaram com a naturalização. Cleyton jogou pela Tunísia na Copa de 1998. Alexandre Guimarães defendeu a Costa Rica na Copa de 1990, como jogador, e foi o treinador no torneio de 2002. O ponta Zaguinho jogou o Mundial da França pelo México.

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