Aílton quer dividir as críticas no Paulista

O meia Aílton, do Paulista, colocou o dedo na ferida neste domingo, após a derrota por 3 a 1 para o São Caetano. Segundo o jogador, as cobranças quando o time perde não podem ser direcionadas apenas a ele. É preciso que todo o Paulista seja cobrado na hora em que o resultado não vier. ?Eu carrego um pouco do time em cima de mim. Temos de dividir isso também com os companheiros. Quando eu jogo mal, o resto do time não pode jogar mal também. Não adianta jogarmos bem só quando eu jogar bem.? Aílton, no entanto, apesar de cobrar também os seus companheiros, admitiu que não teve uma boa atuação neste domingo. Mas acredita que o Paulista tem condições de reverter o quadro. ?Realmente não foi o meu dia. Temos que levantar a cabeça. É lógico que dá para virar?, disse Aílton. ?É só termos paciência. O grupo tem de ajudar. Precisamos ter um pouco de responsabilidade para todo mundo.? Durante a semana, Aílton sentia algumas dores no joelho. Após a partida, reconheceu que não entrou em 100% de condições.?Eu sentia dores, mas quando esquenta, passa um pouco. Antes do jogo, fizemos tratamento no vestiário e a dor diminuiu, por isso deu para jogar?, explica Aílton. Neste domingo, o goleiro Márcio, apesar de ter levado três gols, mais uma vez foi um dos principais destaques do Paulista. Não fossem as suas defesas, o placar poderia ter sido ainda maior. A receita de Márcio para tentar buscar o resultado é simples. ?Nós vamos precisar dar o sangue nesse jogo?, resumiu o goleiro. ?Faremos um bom espetáculo e faremos de tudo para tentar reverter esse quadro.? Segundo o atacante João Paulo, a grande falha do Paulista foi a marcação. ?Nós demos muito espaço para o São Caetano e eles aproveitaram para fazer os gols.? Para o segundo jogo, o técnico Zetti terá à disposição o atacante Izaías, que retorna de suspensão pelos cartões amarelos. Assim, o treinador poderá escalar o ataque titular. O Paulista conseguia segurar o empate por 1 a 1 contra o São Caetano até o final do segundo tempo. Mas, aos 31 minutos da etapa final, o zagueiro Asprilla, ao invés de despachar a bola para frente, tentou sair jogando e foi desarmado pelo volante Marcelo Mattos, que cruzou para o atacante Warley colocar o time do ABC em vantagem. O jogador da equipe jundiaiense, que havia sido o herói na semana passada ao bater o último pênalti da decisão contra o Palmeiras, ia do céu ao inferno. No pênalti que resultou no terceiro gol, Asprilla ainda tomou um drible desconcertante de Mineiro antes de Galego cometer a falta. O zagueiro reconheceu o erro. ?Foi mesmo um vacilo nosso?, disse Asprilla, de 22 anos. ?Estávamos saindo no contra-ataque, quando eu ia bater na bola, dois jogadores do São Caetano fecharam e, quando eu vi, eles já tinham roubado a bola.? Antes herói, o jogador do Paulista foi o grande vilão. ?Isso não pode acontecer. Também não poderíamos tomar o terceiro gol nos acréscimos.? Para tentar aliviar a barra do comandado e não deixar que as falhas deste domingo afetem o desempenho do zagueiro para a partida decisiva, domingo, no Pacaembu (o São Caetano pode perder por um gol de diferença que mesmo assim fica com o título do Paulista), o técnico Zetti apontou a inexperiência como fator decisivo na derrota do Paulista. ?Um jogador com 19, 20 anos, dificilmente vai ter quatro títulos na carreira, por isso sente mesmo um pouco a falta de experiência?, disse Zetti. Para Asprilla, a recomendação do treinador do Paulista é manter a cabeça fria e não deixar se abater com as falhas. ?Agora, temos de trabalhar esses erros no meio da semana. Acho que agora, ele já adquiriu mais um pouco de experiência depois desse jogo?, afirmou Zetti. Visivelmente chateado com a sua atuação, o zagueiro Asprilla garante que, para o segundo jogo, não sentirá a pressão. E está otimista em um bom resultado e o título. ?Se eles (São Caetano) fizeram três gols na gente, nós podemos muito bem fazer também.?

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