Ainda pensamos no título, diz Juninho

Os recentes empates com Corinthians e Fortaleza, mesmo tendo um homem a mais que os rivais nas duas oportunidades, não afetaram o otimismo do meia Juninho. O jogador apareceu para dar entrevista coletiva após o treino de hoje e, de cara, já foi logo falando: ?Ainda pensamos em título, sim.Matematicamente, temos condições. Se o Corinthians tropeçar e perder dois jogos seguidos, temos que estar no encalço deles. Por isso, temos que continuar somando pontos pensando no título?. Ainda segundo Juninho, ?tanto o título como as vagas na Libertadores serão disputadas até a última rodada. O Palmeiras está na briga?. Ao ser informado sobre as declarações do colega, o volante Corrêa também se encheu de confiança: ?Podemos falar em título, sim. Ninguém aqui jogou a toalha. Claro que a gente tem noção da dificuldade, mas esse é um objetivo do qual não podemos desistir?. Os próximos três jogos do Palmeiras serão contra times que lutam contra o rebaixamento. O primeiro será quarta-feira, contra o Figueirense, no Palestra Itália. Depois vêm Atlético-MG, no Mineirão, domingo, e Flamengo, também no Palestra, dia 3 de novembro. Segundo Corrêa, ?é tão difícil enfrentar times que lutam para não cair como jogar contra aqueles que estão na ponta. Temos o exemplo do ano passado, quando vacilamos contra equipes que estavam na parte de baixo da tabela, como Flamengo e Guarani?. MARCINHO - O atacante Marcinho criticou a desorganização tática do Palmeiras no empate em 1 a 1 com o Fortaleza, sábado. O time vencia e tinha um jogador a mais desde o início do segundo tempo, mas, segundo Marcinho, se lançou todo ao ataque e acabou castigado com o empate. Numa conversa no vestiário, logo após a partida em Fortaleza, os jogadores palmeirenses admitiram que é preciso aprender a ?dosar mais o ritmo de jogo?. Segundo o volante Corrêa, ?o time tem que saber tocar mais a bola?. O meia Juninho concorda, mas diz que isso é difícil de ser aplicado ?porque o Palmeiras tem uma característica muito ofensiva?. Juninho explica: ?Falta um jogador que prenda a bola e saiba ditar o ritmo. A gente pega a bola e parte logo para cima, tentando definir o jogo. Na minha opinião, isso é bom. Claro que tem hora em que é melhor dosar mais o ritmo de jogo, mas, particularmente, vejo como qualidade do nosso time esse empenho em buscar sempre o gol?.

Agencia Estado,

24 de outubro de 2005 | 20h06

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