Ainda sem técnico, Fluminense tenta reagir

Em meio a uma crise, causada pela saída do técnico Valdyr Espinosa, o Fluminense enfrenta a Portuguesa nesta quinta-feira, às 20h30, no Maracanã, pelo segundo turno do Campeonato Carioca. O treinador pediu demissão na segunda, alegando tentativa de interferência de dirigentes na escalação do time. Tal fato, segundo Espinosa, gerou uma quebra de confiança no seu trabalho. Enquanto a diretoria busca um nome de peso para assumir o cargo no restante da competição - Vanderlei Luxemburgo já foi convidado -, o Fluminense será comandado interinamente por Alexandre Gama, que era auxiliar do antigo técnico e tem a experiência nas divisões de base do clube. Esta será a primeira vez que ele assume a função em um time profissional.Alexandre Gama foi jogador do Fluminense nos anos 80 e tem 36 anos, dois a menos que a estrela principal da equipe: o atacante Romário. "Infelizmente, no futebol é assim. Não dá para escolher quando você vai estrear. É um sonho que se realiza", afirmou o jovem treinador, sem esconder a ansiedade pelo desafio.Mas Alexandre Gama não tem tantos motivos para sorrir. O Fluminense precisa da vitória, a pressão da torcida é grande e, para piorar, o time mais uma vez terá desfalques importantes. O volante Marcão, o atacante Edmundo e o meia Roger, todos contundidos, ainda não tem previsão de retorno aos treinos. E Romário não está no melhor das suas condições físicas.O zagueiro Rodolfo e o meia Ramon, que não treinaram na terça-feira por causa de contusões, devem atuar. Mas os médicos do clube reconhecem que, dificilmente, ambos vão aguentar os 90 minutos. Sobretudo Ramon. O único motivo de alegria no Fluminense é do goleiro Fernando Henrique, destaque no empate com o Botafogo, na última rodada. Ele foi mantido entre os titulares.

Agencia Estado,

03 de março de 2004 | 19h11

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