EFE
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Ajax só empata, PSV vence e 'rouba' título do rival na última rodada

Time de Amsterdã vacila na decisão contra o modesto De Graafschap

Estadão Conteúdo

08 de maio de 2016 | 11h56

O cenário estava pronto para o Ajax celebrar mais um título holandês neste domingo. Enfrentava o praticamente rebaixado De Graafschap e dependia apenas de uma vitória simples, fora de casa, para levantar o troféu. Mas cedeu o empate por 1 a 1. Para piorar, o PSV cumpriu sua parte e venceu o Zwolle por 3 a 1, também fora de casa, para "roubar" o título de seu maior rival na última rodada e escrever um novo capítulo que marcará o futebol do país por muito tempo.

Ajax e PSV entraram em campo neste domingo empatados com 81 pontos e 25 vitórias para cada lado, mas o Ajax levava ampla vantagem no saldo de gols e, por isso, dependia apenas de suas forças para confirmar a conquista. A tarefa parecia ainda mais fácil porque o time enfrentava o vice-lanterna De Graafschap, que tinha 22 pontos.

Mas o inesperado aconteceu, o De Graafschap arrancou o empate no segundo tempo e segurou o Ajax a 82 pontos. Por outro lado, o PSV chegou a 84 pontos com o triunfo e confirmou 23.º título holandês de sua história, talvez o mais improvável, ainda bem atrás de seu maior rival, que tem 33.

O drama foi tamanho neste domingo que resultou em lágrimas das torcidas e dos jogadores tanto em Zwolle quanto em Doetinchem. Do lado do PSV, a inesquecível comemoração por uma conquista que parecia tão improvável, enquanto o Ajax e seus torcedores lamentavam a perda de um troféu que estava tão próximo.

Apesar do resultado final, o dia começou do jeito que o torcedor do Ajax esperava, com a abertura do placar logo aos 16 minutos com o gol de Younes. O PSV também tratou de fazer sua parte e marcou duas vezes no primeiro tempo, com Locadia e Luuk de Jong.

Só que no início da etapa final, Smeets igualou para o De Graafschap. O PSV também sofreu um gol, de Bouy, mas marcou o terceiro novamente com De Jong e aí ficou só esperando por notícias do rival. O Ajax martelou, exerceu intensa pressão nos últimos minutos, mas o nervosismo claramente atrapalhava seus jogadores. O apito final trouxe o desespero para o clube de Amsterdã e a alegria às ruas de Eindhoven.

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