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Hegemonia na África e torcida de milhões: conheça o Al Ahly, adversário do Palmeiras no Mundial

Clube egípcio tenta ser novamente pedra no sapato do time brasileiro no torneio da Fifa após vitória na disputa do terceiro lugar em 2021

Ricardo Magatti, enviado especial a Abu Dabi, e Rodrigo Sampaio, O Estado de S.Paulo

07 de fevereiro de 2022 | 12h50

O Palmeiras estreia no Mundial de Clubes nesta terça-feira, às 13h30 (horário de Brasília), diante do Al Ahly, no estádio Estádio Al Nahyan, em Abu Dabi, nos Emirados Árabes. O time egípcio venceu o Monterrey, do México, por 1 a 0, e agora disputa uma vaga na decisão do torneio com o time brasileiro.

Esta será a segunda vez que as equipes se enfrentam no Mundial. Em 2021, o Al Ahly ficou com o terceiro lugar ao bater o Palmeiras nos pênaltis por 3 a 2 depois de um 0 a 0 no tempo normal. Naquela ocasião, o Tigres, do México, carrasco dos palestrinos na semifinal, fez a finalíssima com o Bayern de Munique, com a equipe alemã vencendo por 1 a 0 e garantindo o título. 

Pouco conhecido no Brasil, o Al Ahly é uma verdadeira potência do futebol africano, sendo o clube mais bem sucedido do continente. Baseado em Cairo, capital do Egito, os "águias vermelhas", como são conhecidos, já conquistaram 10 vezes a Liga dos Campeões da África — oito somente nos últimos 20 anos, incluindo as duas últimas edições. Eles também detêm 42 títulos da Liga Egípcia, além de 37 troféus da Taça Egípcia. 

Fundado em 1907, o Al Ahly é o segundo maior ganhador de títulos internacionais do mundo, atrás apenas do Real Madrid. São 26 taças dos espanhóis contra 21 dos egípcios. Estipula-se ainda que o clube tenha entre 40 e 60 milhões de torcedores, quase metade da população do Egito.

A equipe pode ter desfalques importantes diante do Palmeiras. Isso porque nada menos que sete jogadores foram cedidos à seleção egípcia para a Copa Africana de Nações, vencida por Senegal, nos pênaltis, neste domingo, diante do próprio Egito. O goleiro Mohamed El Shenawy e o lateral Akram Tawfik se machucaram durante a competição e não têm condição de jogo. O zagueiro Mohamed Abdelmonem, os meias Hamdi Fathi e Amr Al Sulaya, o lateral Ayman Ashra e o atacante Mohamed Sherif voltam ao Egito nesta segunda-feira e partem direto para Abu Dabi. 

A equipe é comandada pelo técnico sul-africano Pitso Mosimane, que também comandou o Al Ahly no duelo contra o Palmeiras no ano passado. O treinador mostrou confiança para o duelo diante dos brasileiros. 

"Não temos nada a perder e muito o que ganhar. Eles têm jogadores excelentes, alguns vêm do futebol europeu. Mas futebol é futebol, e ele fala no campo. O que importa é o compromisso com o jogo", disse Mosimane. 

Do lado brasileiro, o Palmeiras rechaça pensar em uma eventual final com o Chelsea, adversário do Al Hilal na outra semifinal. Abel Ferreira pregou respeito ao Al Ahly, destacando os pontos positivos do rival desta terça-feira. 

"O Al Ahly joga de forma coletiva e muito focado no que tem fazer. Respeitamos muito nosso adversário, mas vamos procurar impor nosso jogo. É uma equipe que está habituada a ganhar. Basta olhar os títulos e sua história", afirmou o treinador português. 

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