Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Alan Kardec e Wesley em rumos opostos no Palmeiras

Atacante encaminha renovação de contrato para ficar até 2019 e o volante entra na mira de rival

Daniel Batista e Fernando Faro, O Estado de S.Paulo

26 de março de 2014 | 04h57

SÃO PAULO - Dois destaques do Palmeiras na temporada, Alan Kardec e Wesley, parecem tomar rumos bem distintos no clube. Enquanto o atacante caminha para uma renovação de contrato, o volante parece de malas prontas e, pior, pode parar no rival São Paulo. A situação mais clara é a de Alan Kardec. O atacante já negocia salários para assinar contrato de cinco anos com o Alviverde, que pagará ao Benfica A 4 milhões (cerca de R$ 12,7 milhões). O vínculo do jogador vai até o fim de junho. 

O novo contrato também será por produtividade, como o de todos contratados ou que renovaram contrato nesta temporada. A boa relação entre as diretorias do clube paulista do português facilita a negociação.

O Palmeiras pretendia envolver o lateral-direito Luis Felipe na negociação, mas o jogador não faz mais parte dos planos do Benfica. Para contratar Alan Kardec, o clube vai recorrer aos investidores. O Corinthians acompanha de longe a negociação e caso aconteça uma reviravolta, pretende entrar na briga para contratar o atacante. Outro rival que também quer levar um jogador do Palmeiras é o São Paulo. Wesley está na mira.

O volante tem contrato até fevereiro do ano que vem e em agosto pode assinar um pré-contrato com outro clube. O vice de futebol do São Paulo, João Paulo de Jesus Lopes, já entrou em contato com Hugo Garcia, um dos empresários do volante, para saber a respeito de salários e constatou que se enquadram na política do clube – Wesley recebe cerca de R$ 270 mil.

Durante a conversa, Hugo Garcia deixou claro para a diretoria tricolor que a prioridade é renovar com o Palmeiras. Outro agente do atleta, Antônio Bahia, explica que já houve uma conversa com o Palmeiras, mas a negociação ainda está em estágio embrionário. "Nem falamos de valores ainda. Só foi falado que ele gostaria de ficar, que precisamos conversar sobre contrato de produtividade, e ficou nisso. Agora é um momento decisivo para o Palmeiras, então devemos conversar depois", explicou.

O volante disse nesta terça-feira que não teria problemas em defender um rival. "Não ouvi nada de São Paulo, mas se tiver alguma coisa eu vou ficar feliz, como fiquei quando recebi outras propostas e fiquei", disse.

O Estado apurou que o volante já tem conhecimento do interesse do São Paulo e vê transferência com bons olhos, mas pretende esgotar as negociações com o Palmeiras. Um dos motivos de satisfação do jogador é o fato de não precisar mudar de cidade, onde sua família já está ambientada.

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