Alan Kardec promete seguir trabalhando para ser convocado por Felipão

O técnico da seleção chegou a conversar com Gilson Kleina para saber mais informações sobre o jogador

Daniel Batista, O Estado de S. Paulo

28 de fevereiro de 2014 | 08h28

SÃO PAULO - O atacante Alan Kardec mostrou personalidade e equilíbrio após saber que não foi convocado pelo técnico Luiz Felipe Scolari para a seleção brasileira, embora boa parte dos torcedores e da imprensa apostasse que ele seria um dos chamados pelo treinador. O jogador, destaque da vitória do Palmeiras por 2 a 0 sobre o São Bernardo, na noite de quinta-feira, no Estádio do Pacaembu, pelo Campeonato Paulista, admite ter tido um pouco de ansiedade, mas que isso já ficou para trás e não vai atrapalhar seu desempenho na equipe.

"Claro que acordei na hora para saber quem foi convocado, mas não fiquei frustrado. Tive equilíbrio emocional e sei que cada tinha tenho que trabalhar e se a oportunidade não veio agora, quem sabe lá na frente pode acontecer", projetou o artilheiro do Palmeiras, que esbanja confiança.

"Em um país de 200 milhões de pessoas, imagina ser especulado entre 23 atletas para representar sua nação. É algo especial, existia a expectativa, mas não posso falar que aconteceu uma decepção. Se eu fosse seguir tudo que falaram, aí sim eu teria ficado muito mais ansioso e existiria uma frustração."

Felipão chegou a conversar com o técnico do Palmeiras, Gilson Kleina, para saber mais informações sobre o jogador. Kardec nega que tenha sabido do teor do bate-papo. "Treinador da seleção tem que olhar todos, não só eu. Se o Felipão buscou informações sobre meu futebol com a comissão técnica ou diretoria, fico feliz, mas agradeço por terem dosado muito bem, porque não chegou nada para mim. Qualquer notícia dessa, naquele momento, geraria uma expectativa acima do normal", admitiu.

Como Fred luta contra sucessivas lesões e os demais atacantes chamados por Felipão estão longe de serem garantia de sucesso, Alan Kardec não descarta nem mesmo a possibilidade de disputar a Copa. "A palavra impossível é muito forte. Sei que é bem difícil, mas não impossível. Sou um sonhador e o sonho de defender a seleção pode acontecer".

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