Albertinho quer jogar no Corinthians

Quinze bolas de futebol mudaram a vida de Albertinho, autor do terceiro gol do Paysandu na vitória sobre o Palmeiras por 3 a 1. Esse foi o preço que o clube de Belém pagou para ficar com o jogador ao Ananindeua, equipe amadora do Pará. A negociação ocorreu em 1997, logo após o atacante marcar três gols em uma partida de juvenis contra o seu atual clube. "O pessoal do Ananindeua aceitou a proposta na hora. Eles não tinham nenhuma bola, imagina o que não poderiam fazer com 15". Hoje, Albertinho está com 22 anos. Seu procurador, Márcio Rivelino, afirma que o jogador está vendido, apesar de não revelar para onde. No entanto, no que depender do coração, o destino do atacante para o segundo semestre já está traçado. "Sempre fui corintiano fanático. Por isso, adoraria jogar no Corinthians e ser ídolo. É um clube organizado". O atacante é um dos maiores ídolos da torcida do Paysandu. No ano passado, ganhou as manchetes dos jornais de Belém por colocar ainda mais fogo na rivalidade quase centenária entre Remo e Paysandu. Em uma partida contra a Tuna Luso pela Copa Norte, disputada no estádio do Remo, marcou um gol, tirou a camisa e a colocou sobre a escultura de um leão (símbolo máximo do Remo) que existe ao lado do campo. "Minha família chegou a ser até ameaçada de morte por isso, mas convoquei uma entrevista coletiva para pedir desculpas". Após o gol que marcou contra o Palmeiras, Albertinho acredita que dificilmente irá permanecer no Pará. "Na vida devemos sempre procurar algo melhor. Chegou a minha hora. Queria agradecer ao Marcos (goleiro do Palmeiras) pela conquista da Copa do Mundo, mas eu apenas fiz a minha parte". A vontade de deixar Belém é tanta que o atacante abortou até mesmo a idéia de comprar um carro. "Prefiro comprar depois, quando minha vida estiver definida". Por enquanto, Albertinho vai continuar fazendo a alegria dos motoristas de táxi de Belém. Diariamente, gasta R$ 40 para percorrer o percurso de ida e volta entre sua casa e o estádio Leônidas Castro, onde o Paysandu realiza seus treinamentos.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.