André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Aldo Rebelo mostra otimismo com Curitiba como sede da Copa do Mundo

Em entrevista, ministro dos Esportes também repudia ofensas racistas contra o volante Tinga

O Estado de S. Paulo

14 de fevereiro de 2014 | 11h31

SÃO PAULO - A apenas 118 dias do início da Copa do Mundo, a Arena da Baixada, em Curitiba, é o estádio com mais atrasos entre os 12 escolhidos. Mesmo ameaçado pela Fifa de ficar fora da competição, o local conta com o apoio do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, que em entrevista exclusiva à Rádio Estadão, nesta quinta-feira, demonstrou confiança de que os prazos sejam cumpridos pelos organizadores da obra.

"Fui a Curitiba na semana passada e estive com o governador e com o prefeito da cidade. Vi que houve uma evolução nas obras e as providências foram adotadas para intensificação de equipamentos, de matéria-prima e de mão de obra na fase de acabamento", disse Rebelo.

Mesmo que apenas cerca de 90% da Arena da Baixada esteja concluída, o ministro crê que as evoluções na obra convençam a Fifa de que tudo fique pronto no prazo. "Eu estou muito otimista em relação às possibilidades, porque as medidas foram adotadas e houve de fato uma evolução nas obras. No próximo dia 18 teremos uma definição, mas creio que Curitiba tem tudo para ser uma das sedes da Copa do Mundo".

Além das obras, Aldo Rebelo também falou sobre o caso envolvendo o volante Tinga. Na última quarta-feira, o jogador do Cruzeiro foi alvo de ofensas racistas feitas pelos torcedores do Real Garcilaso, do Peru. O ministro disse que tomou atitudes de prontidão.

"Ontem (quinta-feira) eu falei com o presidente da Conmebol e ele disse que já estava examinando as informações relacionadas com o jogo. O futebol é um esporte de confraternização, que ganhou força e prestígio junto à população mais pobre do mundo inteiro e que não pode ser palco deste tipo de manifestação. Isso tem que ser coibido", enfatizou.

Rebelo, que mostrou indignação com o caso, também afirmou que mensagens contra o racismo devem ser passadas na Copa do Mundo, que acontecerá em junho, no Brasil. "Estamos conversando com a Fifa sobre como afirmar na Copa do Mundo mensagens contra o racismo e pela paz. Podem se usar desde faixas que sejam conduzidas ou pelas equipes ou flâmulas pelos capitães da seleções ou frases curtas que sejam pronunciadas pelos representantes das equipes", disse o ministro.

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