Aldo Rebelo vê lado positivo e minimiza atrasos

Ministro do Esporte diz que Mundial antecipou obras que seriam feitas somente daqui a vários anos

Almir Leite e Lauriberto Braga, O Estado de S.Paulo

08 de fevereiro de 2014 | 16h00

SÃO PAULO - Atrasos na elaboração dos projetos, problemas com as licitações, intervenções de órgãos de fiscalização, contestações judiciais, dificuldades financeiras para fazer desapropriações e remoções, falta de recursos, complexidade das intervenções, o tempo e o clima que não colaboram... Quando se trata de justificar os atrasos, as desculpas são várias. E comuns. Praticamente todos os responsáveis por obras que não engrenam recorrem a um, ou a vários, dos motivos acima listados para "tirar o corpo fora". "São as desculpas clássicas e históricas", disse o secretário geral da ONG Contas Abertas, Gil Castelo Branco.

O placar da mobilidade urbana na Copa está bastante desfavorável ao torcedor/cidadão. São cinco obras concluídas, 29 prometidas até o início do Mundial e sete que não ficarão prontas. "Acontece o que já é previsível em todas as obras públicas", acrescenta Castelo Branco.

Os atrasos, no entanto, não parecem incomodar tanto assim o ministro do Esporte, Aldo Rebelo. Recentemente, ao ser questionado pelo Estado sobre a situação e as garantias de que as obras atrasadas serão mesmo finalizadas, ele demonstrou confiança.

"As obras de mobilidade urbana são, quase na sua totalidade, obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), portanto obras que estavam previstas, independentemente de o País sediar Copa e Olimpíada", afirmou. "Quando o Brasil confirmou sua condição de país-sede do Mundial de 2014, essas obras foram incluídas na Matriz de Responsabilidades com a finalidade de antecipar os benefícios para a população e facilitar a realização da Copa. Houve alteração de calendário. O VLT de Cuiabá era para sair daqui a 30, 40 anos, por exemplo. Não ficará pronto para 2014, mas uma parte será entregue. As coisas estão sendo feitas, por isso não falo em atraso.’’

Algumas intervenções vão, sim, ficar para bem depois da Copa. A maioria não tem data de entrega definida – sobretudo as retiradas da Matriz –, mas algumas têm o prazo apontado. São os casos do BRT da Avenida Dedé Brasil e o da Via/Expressa Raul Barbosa, ambas em Fortaleza: dezembro de 2015. Ao ser questionado sobre o atraso, o prefeito Roberto Cláudio lembrou que há outras obras de mobilidade na cidade. E complementou: "Se fosse fazer todas de uma vez, a cidade pararia e não haveria como circular em Fortaleza’’.

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