Alê e Altieri: heróis em São Gabriel

Os dois heróis do São Gabriel na histórica vitória de 2 a 1 sobre o Palmeiras, quarta-feira à noite, pela Copa do Brasil, o centroavante Alê Menezes, que marcou os dois gols e o goleiro Altieri, que pegou um pênalti aos 51 minutos do segundo tempo, curtiram hoje, nas principais ruas de São Gabriel, uma fama que nunca haviam experimentado em suas carreiras. Alexandre Fagundes de Menezes, 27 anos, o Alê, artilheiro do time no Gauchão com cinco gols marcados, disse que cumpriu a promessa feita aos pais, Antônio e Elize, que iria marcar dois gols na partida: "Com certeza eles não se arrependeram de viajar 330 km de Porto Alegre até aqui para me ver jogar contra o Palmeiras", falou Alê Menezes, por telefone. A alegria do atacante do São Gabriel só não foi completa porque ele vai ter que ficar parado por dez dias, devido a uma lesão muscular que o obrigou a ser substituído por Laguna, no segundo tempo da partida: "O resto foi demais. Foi a maior partida que joguei até agora", disse o ex-empacotador de supermercados que, depois de sair das categorias de base do Inter, em 1988, só voltou a jogar bola profissionalmente em 1997, no São José de Cachoeira do Sul. De lá até agora, passou por mais de uma dezena de clubes, sempre no interior gaúcho e Comercial de Ribeirão Preto. Ele diz que já marcou mais de 90 gols, a grande maioria de pé esquerdo: "O outro pé é só para subir no ônibus", diz o atacante, que rebateu as ameaças de Magrão, durante o jogo: "Só porque joga no Palmeiras, acha que é muito valente. Não tem nada disso. Vamos ao Parque Antártica com a mesma garra que mostramos aqui. E se alguém do Palmeiras diz que somos violentos, eles não viram nada. Lá em São Paulo vamos ter mais raça ainda". O outro herói da equipe, o goleiro Rafael Altieri, não pôde curtir muito a fama de ter derrotado um dos maiores clubes brasileiros. Às 16 horas ele já estava dentro do ônibus viajando para Passo Fundo, onde amanhã à noite o São Gabriel enfrenta o Passo Fundo pela terceira rodada do Gauchão. Depois, no domingo, vai a Bento Gonçalves para pegar o Esportivo. "A maratona tem sido grande, mas vamos suportar sem problemas, disse o goleiro de 25 anos, que começou no mundo da bola também nas categorias de base do Inter, onde permaneceu por quatro anos, até o início de 1999: "Como o André estava numa grande fase, ´pegando até pensamento´, fui emprestado ao Mogi Mirim, onde fiquei até 2001. Nesse ano, com Adílson Batista de treinador, subimos da Série C para a B do Brasileiro". Altieri, que antes de chegar ao São Gabriel também jogou na Ulbra, começou o ano na reserva de Miguel. O titular se machucou na partida de volta contra o Figueirense, em Florianópolis, e não largou mais a posição: "Confesso que no início do jogo estava um pouco nervoso. No final, na hora do pênalti, esperei o Magrão bater e, como o chute saiu fraco e colocado, consegui pegar. Sem dúvida, foi emocionante. Agora, é encarar o Parque Antártica no dia 7 de abril. Vai ser difícil, mas só camisa já ficou provado que não ganha jogo", provoca o goleiro".

Agencia Estado,

19 de março de 2004 | 09h35

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