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Albert Gea/Reuters
Albert Gea/Reuters

Além de Messi: relembre outros atletas leais a um só clube durante a carreira

Craque argentino de 34 anos está na iminência de fechar seu novo vínculo com a equipe catalã e ensaia último capítulo de trajetória com mais de duas décadas no time espanhol

Rodrigo Sampaio, O Estado de S.Paulo

15 de julho de 2021 | 05h00

Lionel Messi está prestes a renovar com o Barcelona, clube que o recebeu aos 12 anos e de onde nunca saiu. Segundo a imprensa catalã, após semanas de imbróglio pela renovação de contrato, o argentino de 34 anos teria aceitado uma diminuição salarial para prolongar seu vínculo com o time espanhol por mais cinco temporadas, encerrando os rumores de uma possível transferência para outro gigante europeu — Manchester City e Paris Saint-Germain eram os principais interessados. 

Deste modo, o jogador seis vezes eleito o melhor do mundo terminará seu novo ciclo no clube aos 39 anos de idade caso cumpra o novo acordo com o Barcelona novamente até o fim. Nesta quarta-feira, os jornais espanhóis estavam eufóricos, assim como os torcedores do time. O fato colocaria o atacante no rol dos atletas que atuaram profissionalmente apenas por um único clube de futebol na carreira. 

Há 21 anos no Barcelona, Messi desembarcou na Espanha com 12 anos de idade para integrar as categorias de base da equipe catalã. Estreou profissionalmente em 2004, aos 17 anos, e teve como primeiro grande parceiro de time o brasileiro Ronaldinho Gaúcho, que já era 'mago' com a bola nos pés e encantava os seguidores do Barca e de outras equipes da Espanha. Messi ganhou a camisa 10 e seguiu os rastros do craque do Brasil.

Relembre outros atletas que atuaram somente por um único clube

Rogério Ceni

Nenhum utro jogador na história do futebol vestiu mais vezes a mesma camisa de um clube do que Rogério Ceni. O ídolo são-paulino, que iniciou a sua trajetória no time do Morumbi em 1990 — ele chegou a morar nos alojamentos do estádio —, jogou, ao todo, 1237 partidas pelo Tricolor paulista. O feito foi reconhecido em 2014 pelo Guinness World Records um ano antes do goleiro se aposentar como atleta, aos 42 anos. Além do título de jogador que mais atuou por um mesmo clube, Rogério também é ainda quem mais vezes vestiu a braçadeira de capitão por uma mesma equipe na história (982 vezes) e o goleiro com mais gols feitos em todos os tempos (131). Nos 25 anos em que defendeu a meta Tricolor, Rogério Ceni foi decisivo nos principais títulos nacionais e internacionais do São Paulo nos últimos anos. Com destaque para a Libertadores de 2005 e a conquista do Mundial do mesmo ano, em que ele foi eleito o melhor jogador do torneio.

Marcos

Ídolo do Palmeiras, o ex-goleiro Marcos atuou por 20 anos com a camisa alviverde, sendo um dos protagonistas da conquista da Libertadores de 1999. Suas defesas milagrosas no torneio lhe renderam a alcunha de "São Marcos" pela torcida palmeirense. Titular da meta brasileira no pentacampeonato na Copa de 2002, Marcos permaneceu no Palmeiras para a disputa da Série B no ano seguinte mesmo em alta no futebol nacional e internacional. Após inúmeras lesões, se aposentou em 2012 com 532 jogos com a camisa do clube, o sétimo que mais atuou pelo Palmeiras. 

Paolo Maldini

Um dos principais nomes da escola italiana de zagueiros, Paolo Maldini é até hoje reconhecido como um dos melhores de todos os tempos na sua posição. Passou os 25 anos de sua carreira profissional defendendo o Milan. Ele se aposentouo em 2009, aos 41 anos de idade. Com 902 partidas disputadas pelo clube de Milão e 25 títulos, Maldini teve a camisa 3 aposentada pelo time. Seu pai, Cesare Maldini (1932 - 2016), também é um dos ídolos da torcida do Milan. 

Nilton Santos

Jogador de boa marcação e habilidade no apoio, Nilton Santos foi o precursor entre os laterais que buscavam o ataque. Atleta de destaque internacional com a seleção brasileira, presente nas campanhas campeãs de 1958 e 1962, atuou profissionalmente apenas pelo Botafogo, clube pelo qual era apaixonado. Apelidado de "Enciclopédia do futebol", defendeu o time carioca entre 1948 e 1964, somando 723 partidas. É até hoje o jogador que mais vezes vestiu a camisa do alvinegro do Rio. Após sua morte, em 2013, aos 88 anos, a prefeitura do Rio de Janeiro mudou o nome do Estádio Olímpico João Havelange — o Engenhão, na Zona Norte do Rio, para Estádio Olímpico Nilton Santos

Puyol

Notável por sua liderança à frente do Barcelona em meados dos anos 2000 e no início da última década, Carles Puyol atuou por 15 anos no time catalão. Um dos símbolos do resgate do clube às grandes conquistas, o zagueiro atuou 593 vezes com a camisa do Barça, conquistando 19 títulos, incluindo três Ligas dos Campeões

Leandro

Um torcedor em campo. Era assim que podia ser definido Leandro, lateral-direito que marcou época no vitorioso Flamengo da década de 80, tendo companhia de craques como Zico, Júnior, Adílio e Andrade. Com a camisa rubro-negra, fez 415 jogos entre 1978 e 1990. Um dos melhores do País na sua posição, fez parte do elenco estelar da seleção brasileira para a Copa de 1982. Se aposentou precocemente, aos 31 anos, devido a inúmeras lesões. 

Franceso Totti

Se o brasileiro Falcão era o rei de Roma, equipe da capital italiana, Franceso Totti certamente foi seu sucessor na passagem da coroa. idolatrado pela torcida, jogou 786 vezes pelo clube, sendo um dos principais responsáveis pelo fim do jejum de títulos no Campeonato Italiano, em 2001. Campeão com a seleção italiana na Copa do Mundo de 2006, o atacante abriu mão de uma transferência para o "galático" Real Madrid — na época com Ronaldo, Zidane, Figo, Roberto Carlos e Beckham — para seguir na Roma. Se aposentou em 2017 aos 39 anos. 

Pepe

Companheiro de Pelé no time que fez história pelo Santos na década de 60, Pepe dedicou toda a sua carreira como jogador ao alvinegro praiano. Ao lado do Rei, conquistou títulos importantes, como as Libertadores de 1962 e 1963 — bem como os dois Mundiais daqueles anos —, além de seis campeonatos nacionais. Pela seleção brasileira, fez parte dos elencos campeões em 1958 e 1962. Ao todo, o "Canhão da Vila" fez 741 partidas e marcou 403 gols com a camisa do Santos. Se aposentou em 1969, aos 34 anos de idade, iniciando a carreira de treinador nas categorias de base do clube. 

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