Ricardo Bordalo/EFE
Ricardo Bordalo/EFE

Alemães se dizem preocupados com segurança na Copa

'Não podemos nos acomodar com o argumento de que a África do Sul não é a Angola', afirma dirigente

EFE,

11 de janeiro de 2010 | 16h11

Alguns dos principais dirigentes do futebol alemão disseram nesta segunda-feira estar preocupados por causa do atentado cometido contra a seleção do Togo na última sexta-feira em Angola. Eles também temem pela segurança da equipe que representará a Alemanha na Copa 2010.

"Não podemos nos acomodar com o argumento de que a África do Sul não é Angola", afirmou o presidente da entidade que organiza o Campeonato Alemão, Reinhard Rauball.

"Nos preocupa a forma como será resolvida a questão da segurança", explicou o dirigente, acrescentando que o presidente da Federação Alemã de Futebol (DFB), Theo Zwanziger, também compartilha dessa preocupação.

Na primeira divisão da Campeonato Alemão atuam 14 jogadores que disputam a Copa Africana de Nações, e na segunda há mais cinco, lembrou Rauball.

Tanto ele como Zwanziger disseram-se chocados pelo ataque contra o ônibus da seleção de Togo na província angolana de Cabinda. O veículo foi metralhado e duas pessoas morreram. Houve também vários feridos, entre eles o goleiro reserva Kodjovi Obilale, que recebeu um tiro nas costas e está internado em estado grave.

Os dois dirigentes alemães pediram aos torcedores que irão ao próximo Mundial a tomarem todas as precauções possíveis e disseram que os cuidados com segurança na África do Sul não serão os mesmos da edição de 2006.

"Ficamos contentes por podermos contar com o apoio dos torcedores na arquibancada, mas eles devem se preparar convenientemente e levar em conta que nem tudo estará resolvido em termos de segurança. Devem observar com toda cautela as instruções dos organizadores de suas viagens", afirmou Zwanziger.

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