AFP/Kirill Kudryavtsev
AFP/Kirill Kudryavtsev

Alemanha atropela México e faz final com Chile na Copa das Confederações

Nova geração alemã goleia seleção mexicana por 4 a 1 e vai disputar mais um título no domingo

Robson Morelli, enviado especial a Sochi, O Estado de S.Paulo

29 de junho de 2017 | 17h21

O novo compressor alemão na Rússia atende pelo nome de Goretzka. Em menos de 10 minutos, o meio-campista acabou com a graça dos mexicanos na semifinal da Copa das Confederações, disputada em Sochi, e credenciou a Alemanha para a final contra o Chile, domingo, em São Petersburgo. Seu time ganhou por 4 a 1. Em duas arrancadas com bons passes e tramas perfeitas, Goretzka fez os primeiros gols que deixariam seu time em posição confortável na partida. Eles foram marcados aos 5 e 7 minutos.

Goretzka é um desses meninos levados para a Rússia para ganhar experiência em jogos oficiais da seleção adulta. No caso dele, nem precisava tanto. Aos 22 anos, o meia do Schalke 04 veste a camisa nacional desde o sub-16, passando por categorias superiores até cair nas mãos do treinador campeão do mundo. Ele nunca jogou por times fora da Alemanha. Goretzka conhece o Brasil. Ele estava na equipe que perdeu a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos do Rio em 2016 para a seleção de Neymar.

Contra México, nesta quinta-feira, ele fez o que foi preparado para fazer desde as bases. Em duas avançadas rápidas da Alemanha, não hesitou em mandar para as redes, destruindo o esquema do técnico Osório, que, na véspera, tentava jogar a responsabilidade para o elenco europeu mesmo a despeito de o grupo na Rússia ter idade média de 24 anos apenas e ocupar lugar de boa parte dos titulares que está de férias. Löw queria rodar mais seus meninos. Se foi um teste, todos eles foram aprovados. A Alemanha chega à final como favorita.

Os alemães deram uma aula de posicionamento e movimentação. E de como destruir seu oponente em minutos. O México marcou mal, mas sempre foi arisco no ataque, rodando a bola e tentando furar o goleiro Ter Stegen. No primeiro tempo, os mexicanos ficaram com a bola durante 61% da disputa. Chicharito Hernandez perdeu gol feito. Poderia ter mudado a história do confronto, ou diminuído a dor da surra. A bola rondou a área dos alemães nem sempre a ponto de assustá-los. Com a boa vantagem, o time europeu diminuiu o ritmo. 

O segundo tempo foi uma repetição do primeiro. Em uma nova trama, com tabelinha dentro da área, Werner fez o terceiro da Alemanha, aos 13, arrancando aplausos de Löw e seus auxiliares. Os mexicanos continuaram ariscos, acertaram o travessão com Jimenez, ficaram com a bola e nunca se entregaram. Foram valentes. A premiação veio no gol de Fabian, num belo chute de longe. Pena que não demorou para os alemães, com Younes, aumentarem a contagem para 4 a 1. O México disputa agora o terceiro lugar com Portugal, domingo, em Moscou.

 

FICHA TÉCNICA

Árbitro: Néstor Pitana (ARG)

Local: Estádio Olímpico de Sochi

Público: 37.923

Gols: Goretzka, aos 5 e aos 7 minutos do primeiro tempo; Werner, aos 13, e Fabian, aos 44, e Younes, aos 45 minutos do segundo tempo

Cartões amarelos: Jumenez

ALEMANHA - Ter Stegen; Kimmich, Ginter e Ruediger; Henrichs, Goretzka (Can), Rudy e Hector; Stindl (Brandt), Werner e Draxler (Younes). Técnico: Joachim Löew

MÉXICO - Ochoa; Layun, Nestor Araujo, Moreno e Alanis; Jonathan dos Santos (Rafael Marquez), Herrera e Giovani dos Santos (Fabian); Jimenez, J.Hernandez e Aquino (Lozano). Técnico: Juan Carlos Osorio


 

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